
Marco Legal do Transporte Público: as principais mudanças para trabalhadores e empresas
Nova lei sancionada pelo Governo Federal deve impactar na qualidade e nos custos do transporte público no Brasil.
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Um direito regulamentado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), as férias ainda geram muitas dúvidas relacionadas a prazos, pagamentos, entre outras.

Relaxar da rotina de trabalho, viajar para conhecer novos lugares e ficar mais tempo em companhia da família e dos amigos são, sem dúvidas, alguns dos motivos principais que fazem muita gente pensar durante o ano em uma palavra de seis letras: férias.
Um direito previsto no artigo 7º da Constituição Federal e regulamentado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o descanso remunerado de 30 dias foi oficializado no Brasil em 1º de maio de 1943 — a primeira lei nesse sentido, em que eram garantidos 15 dias de férias a alguns níveis profissionais, foi aprovada em 24 de dezembro de 1925.
Com a CLT, as férias passaram a integrar um sistema mais amplo de proteção ao trabalhador, junto com regras sobre jornada, descanso semanal e segurança no trabalho.
Ainda que seja um benefício tão recorrente na vida dos trabalhadores brasileiros, as férias ainda geram muitas dúvidas, especialmente aquelas relacionadas a prazos, pagamento, divisão das férias, direitos do trabalhador, as responsabilidades do empregador, entre outros.
Bora entender mais?
Na Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, as férias são um direito garantido ao trabalhador com carteira assinada e correspondem a um período de descanso remunerado após determinado tempo de serviço prestado ao empregador.
De acordo com a legislação brasileira, em regra o colaborador adquire o direito a 30 dias de férias após completar 12 meses de trabalho, período conhecido como período aquisitivo. Depois disso, a empresa tem até mais 12 meses, chamados de período concessivo, para conceder o descanso.
É fundamental entender que as faltas injustificadas podem reduzir a quantidade de dias de férias a que o trabalhador tem direito.
A contagem funciona da seguinte forma:
Ausências amparadas pela legislação, como licença-maternidade, licença-paternidade, afastamento por acidente de trabalho, doação de sangue nos casos previstos em lei, comparecimento à Justiça e outras hipóteses legalmente justificadas, não reduzem o período de férias.
De forma geral, têm direito às férias os trabalhadores que prestam serviços de maneira regular e que cumprem os requisitos previstos na legislação trabalhista.
No Brasil, pela CLT, têm direito às férias:
Vale destacar que as férias não são exclusivas dos empregados da iniciativa privada. Servidores públicos também têm direito ao descanso anual remunerado, mas seguem regras próprias definidas pelos estatutos e regimes jurídicos aplicáveis.
Intervalo de 12 meses de trabalho durante o qual o empregado adquire o direito às férias, o período aquisitivo é o tempo que o colaborador precisa trabalhar para "conquistar" o tempo de descanso remunerado previsto na legislação.
Ele funciona do seguinte modo:
De certo modo, o período aquisitivo é um “ciclo de acumulação” do direito às férias, uma vez que o trabalhador completa 12 meses de serviço e, ao final desse prazo, passa a poder usufruir de sua pausa remunerada.
As regras de pagamento das férias estão previstas na CLT e garantem que o trabalhador receba sua remuneração antes do início do período de descanso.
A empresa deve efetuar o pagamento das férias até dois dias antes do início do recesso. O valor deve incluir tanto a remuneração das férias quanto o adicional constitucional de um terço.
Durante o período de descanso, o empregado tem direito ao salário correspondente ao período de férias, e um adicional de um terço constitucional, previsto no artigo 7º da Constituição Federal.
Outras dúvidas sobre o pagamento das férias são:
O adicional de 1/3 de férias, também chamado de terço constitucional de férias, é um valor extra que o trabalhador recebe quando sai para o período.
Como o próprio nome diz, ele corresponde a um terço da remuneração das férias e está garantido pela Constituição Federal.
A ideia é que o trabalhador tenha uma renda maior durante o descanso, ajudando a custear viagens, lazer, despesas pessoais ou simplesmente aproveitar melhor as férias.
Abono pecuniário é o famoso “vender as férias”. Pela legislação, o trabalhador pode converter em dinheiro até um terço do período de férias a que tem direito. Na prática, quem tem direito a 30 dias de férias pode vender até 10 dias e usufruir os 20 dias restantes.
Nesse caso, o trabalhador recebe a remuneração correspondente ao período de férias, acrescida do adicional constitucional de 1/3, além do valor referente aos dias convertidos em abono pecuniário.
Assim, ao optar pela venda de parte das férias, o trabalhador reduz o período de descanso, mas recebe uma compensação financeira pelos dias vendidos, sem abrir mão dos demais direitos relacionados às férias.
Sim, o trabalhador pode dividir as férias. De acordo com a CLT, o fracionamento é permitido em até três períodos, sendo que esse fracionamento depende também da concordância do colaborador.
Para que a divisão seja válida, as seguintes regras devem ser respeitadas:
Quando as férias são concedidas simultaneamente a todos os empregados de uma empresa ou a determinados setores, elas são chamadas de férias coletivas.
Elas costumam ser adotadas em épocas de baixa demanda, paralisações programadas ou datas festivas, como o fim de ano, podendo ser concedidas em um único período ou em até dois períodos anuais, desde que nenhum deles seja inferior a 10 dias corridos.
E quem ainda não completou 12 meses de trabalho, ou seja, não concluiu o período aquisitivo, também pode participar das férias coletivas.
Nesse caso, esse trabalhador recebe férias proporcionais ao tempo trabalhado, e após o término das férias coletivas, inicia-se um novo período aquisitivo. O pagamento atende às mesmas regras das férias individuais.
As diversas particularidades da legislação, as reformas trabalhistas que geram alterações importantes ao longo do tempo e o próprio desconhecimento geral em relação aos direitos e deveres do trabalhador levam a muitas dúvidas relacionadas às férias.
Veja mais algumas perguntas frequentes:
Em regra, o empregador não pode negar o direito às férias, pois ele é garantido pela legislação trabalhista.
No entanto, existe certa autonomia para definir quando as férias serão concedidas, desde que respeite os prazos legais.
O empregador pode organizar as datas de férias considerando fatores como necessidades operacionais, escalas de trabalho, períodos de maior ou menor demanda e o planejamento das equipes.
Já o que a empresa não pode fazer é:
A empresa deve comunicar o trabalhador sobre a concessão das férias com antecedência mínima de 30 dias. Esse aviso deve informar o período em que as férias serão usufruídas e serve para que o profissional possa se organizar pessoal e financeiramente, especialmente se pretende viajar ou planejar atividades durante o descanso.
Além do aviso prévio de 30 dias, o empregador deve efetuar o pagamento das férias até dois dias antes do início do período de descanso, incluindo a remuneração das férias e o adicional constitucional de um terço.
É necessário que o aviso seja feito de maneira formal, registrado e comunicado por escrito, com ciência do colaborador.
Nas férias coletivas, a empresa também deve seguir regras específicas de comunicação e organização, além de informar previamente os trabalhadores envolvidos.
Quando se diz que as férias "venceram", significa que a empresa não concedeu o período de descanso dentro do período concessivo, ou seja, nos 12 meses seguintes ao término do período aquisitivo.
O que acontece nesse caso é que a empresa continua obrigada a conceder as férias ao trabalhador, mas passa a estar em situação irregular perante a legislação trabalhista.
Além disso, a CLT prevê que as férias concedidas fora do prazo legal devem ser pagas em dobro, incluindo a remuneração correspondente ao período de descanso e também o adicional constitucional de 1/3.
É interessante salientar que o trabalhador não perde o direito às férias. O objetivo dessa proteção é evitar que o empregador adie indefinidamente o período de repouso dos colaboradores, considerando que a legislação entende que o descanso periódico é fundamental para a saúde, a segurança e o bem-estar do trabalhador.
Os erros na gestão de férias costumam ocorrer quando as empresas tratam o tema apenas como uma obrigação administrativa, e não como um processo estratégico que envolve conformidade legal, planejamento operacional e bem-estar dos colaboradores.
Entre as falhas de gestão principais estão:
Os impactos podem ir desde multas e passivos trabalhistas até queda de produtividade, baixo engajamento das equipes, dificuldade para manter o atendimento, percepção de falta de transparência e aumento dos afastamentos por problemas de saúde.
Organizar as férias sem prejudicar a operação exige planejamento, comunicação e alinhamento entre RH e gestores das áreas.
O objetivo é garantir que os colaboradores usufruam de seu direito ao descanso sem comprometer a continuidade dos processos.
Uma empresa que demonstra cuidado com o descanso programado do seu time, reforça a percepção positiva da experiência do colaborador e se fortalece como marca empregadora, questões muito importantes na atração de novos talentos do mercado, por exemplo.
Veja como o RH deve operar para garantir o descanso dos colaboradores sem comprometer o funcionamento geral da empresa:
Quer saber mais sobre assuntos relevantes como as férias no regime CLT? Continue navegando pelo site da Alelo e fique por dentro daquilo que influencia o dia a dia das empresas.
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