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Apoiar profissionais que estão na menopausa pode evitar a perda de talentos seniores e garantir o bem-estar das lideranças femininas no trabalho.

O silêncio sobre a menopausa no ambiente corporativo não é apenas um tabu, mas um custo invisível para a cultura das empresas.
Embora seja uma transição natural na jornada de milhões de profissionais, a falta de acolhimento transforma todo o processo em um desafio solitário, impactando o bem-estar e a continuidade de carreiras brilhantes.
Essa barreira de comunicação reflete-se diretamente na retenção de capital humano e intelectual, uma vez que muitos talentos experientes e lideranças femininas se afastam do trabalho por um motivo pouco abordado no contexto corporativo: a menopausa.
Promover o suporte necessário a essas profissionais é, acima de tudo, uma questão de sensibilidade estratégica e humanização, exigindo uma mudança de postura com acolhimento, combate ao etarismo e valorização da diversidade. Medidas simples, como flexibilidade nos horários em dias difíceis, ajustes no ambiente físico ou apenas a abertura para o diálogo transformam o clima organizacional.
Uma pesquisa do Coletivo 45+ e Amarelo revela que a contratação é o maior desafio para 64% das mulheres com mais de 50 anos. Embora a maioria (81%) esteja na menopausa ou climatério, o tema segue como um tabu cercado por desinformação.
Tratar o assunto com naturalidade e menos formalidade mostra que a empresa valoriza seus profissionais, transformando esse estigma em retenção de talentos, uma estratégia que contribui diretamente para a solidez e o capital intelectual do negócio.
Bora descobrir como aplicar estratégias práticas de bem-estar para o seu time sênior?
Segundo o CIPD (Chartered Institute of Personnel and Development), aproximadamente uma em cada seis mulheres (17%) já pensou em abandonar o trabalho por falta de apoio com os sintomas, e outras 6% chegaram a pedir demissão de fato.
No Brasil, dados da pesquisa da fintech Plenapausa mostram que 44% das mulheres na menopausa relatam queda de produtividade.
E por que isso acontece?
Ignorar isso é um erro e nenhuma empresa quer perder talentos valiosos e aumentar a rotatividade por falta de diálogo e acolhimento.
É fundamental ressaltar que o cuidado com a saúde no trabalho vai muito além da ergonomia, e é preciso que lideranças e gestores tenham empatia com os ciclos da vida, já que ninguém deveria ser excluído do mercado de trabalho só porque o corpo está passando por um processo natural.
Em vez de apenas um conjunto de regras, a cultura organizacional deve ser vista como o sistema operacional da empresa. É ela que define como os objetivos são alcançados e como as pessoas se sentem em relação ao seu trabalho.
E os números não mentem: organizações que focam no alto engajamento do seu time seguram 21% mais talentos experientes, segundo mapeamento da Gallup.
Por que investir em uma cultura bem construída?
No fim das contas, criar uma cultura inclusiva é entender que as pessoas passam por fases diferentes e que o suporte mútuo é o que mantém o time engajado.
Quando o RH humaniza esse processo e oferece empatia no lugar do distanciamento, todos ganham: a colaboradora recupera o seu bem-estar e o mercado de trabalho garante que suas melhores mentes continuem na empresa. É sobre o cuidado que gera resultados.
Quer transformar o que hoje parece um custo em um investimento inteligente? O plano é simples e didático:
Esses passos constroem uma cultura sustentável e mostram que sua empresa não valoriza apenas o crachá, mas a pessoa por trás dele.
Por aqui, o assunto ainda caminha a passos curtos, mas já estamos vendo as primeiras mudanças para apoiar milhões de brasileiras que estão no auge de suas carreiras.
O tema chegou à pauta oficial, o SUS já conta com terapias hormonais atualizadas para 2024 e, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 876/2025 quer criar um protocolo de atendimento específico para quem está atravessando o climatério.
Isso significa que a saúde da mulher está ganhando a importância que merece como uma prioridade pública. É o Brasil entendendo que, para o mercado de trabalho avançar, o cuidado com a saúde precisa acompanhar o ritmo.
O "custo invisível" da menopausa no trabalho não precisa ser uma sentença para a sua empresa. Com uma cultura que acolhe, você mantém profissionais incríveis no time, evita perdas e ainda fortalece a marca empregadora.
E na sua empresa, existe algum movimento para apoiar essas mulheres?
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