
Novas lideranças: qual o perfil e como capacitar gestores para o que as empresas precisam agora?
Lideranças com capacidade de entregar resultados ganham a preferência em 2026 depois de um período focado no desenvolvimento de soft skills.
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Confiança no trabalho reduz estresse, eleva engajamento e aumenta a produtividade. Veja dicas para construir culturas de alta performance.

Você já se perguntou se a confiança no trabalho realmente muda o jogo para as equipes na sua empresa? Esse sentimento básico define como as pessoas lidam com prazos apertados, mudanças inesperadas e colaboração diária.
Os gestores de RH (Recursos Humanos) veem isso acontecer, mas muitos ainda procuram formas práticas de construir esse ambiente.
A confiança estimula a liberação de ocitocina no cérebro, que reduz o estresse e aumenta a empatia entre os colegas de profissão. As empresas que têm esse perfil registram menos burnout e maior disposição para entregar resultados.
Quer entender como confiança eleva produtividade, engajamento e reduz estresse? Bora continuar a leitura!
As empresas onde as pessoas confiam nos líderes e na organização costumam alcançar resultados superiores.
O artigo de psicologia “A Neurociência da Gestão da Confiança: comportamentos que promovem o engajamento dos funcionários” por Paul J. Zak revela que ambientes de alta confiança geram 50% mais produtividade e 106% mais energia comparados a locais onde a desconfiança predomina.
Os funcionários gastam menos tempo se protegendo ou verificando cada passo, o que faz com que o foco seja direcionado para tarefas que realmente importam.
Zak também encontrou 76% mais engajamento quando as pessoas entendem os objetivos da empresa e acreditam na honestidade da liderança.
Isso faz com que as pessoas se sintam seguras para testar novas ideias e aprender com os erros quando confiam no time.
Zak observou maior qualidade na entrega e mais colaboração espontânea entre os colegas. As equipes acabam dividindo o conhecimento sem medo de perder o status. Na prática, são menos conflitos internos.
O cérebro humano reage de forma diferente quando o ambiente é confiável. A ocitocina (hormônio que influencia no bem-estar) é liberada no organismo. Isso ajuda a baixar os níveis de cortisol, hormônio do estresse.
Zak mediu que trabalhadores em alta confiança sentem 74% menos estresse crônico e 40% menos burnout.
Quando há confiança, a concentração melhora, os erros diminuem e a satisfação geral com a vida sobe 29%, segundo a pesquisa de Zak com mais de mil profissionais.
No Brasil, o relatório Edelman Trust Barometer 2025 aponta queda na confiança no empregador.
Mais de 60% dos trabalhadores sentem ressentimento moderado ou alto contra as empresas, governos e ricos. A percepção de que há favorecimento para uma minoria, acaba elevando algum tipo de tensão interna.
Esse clima contribui para aumentar o medo de demissão e piorar a saúde mental do colaborador. O RH precisa agir com transparência para reverter o quadro e evitar um absenteísmo crescente.
Quem trabalha em empresas onde se sentem confiáveis planeja ficar mais tempo e indica o local de trabalho para amigos. Zak mediu 50% maior intenção de permanência e 88% mais recomendações positivas.
A sensação de pertencimento ajuda a reduzir o isolamento e contribui para estimular a ajuda mútua natural.
Zak identificou oito comportamentos gerenciais baseados em experimentos de neurociência que estimulam ocitocina e constroem confiança:
Reconhecer excelência: Reconhecimento imediato após metas, de pares, tangível, inesperado, pessoal e público.
Induzir estresse desafiador: Atribuir tarefas difíceis, mas alcançáveis, com check-ins frequentes.
Dar discrição no trabalho: Permitir autonomia após treinamento, com supervisão mínima.
Permitir job crafting (personalização do trabalho): Deixar escolhas em projetos e grupos, com expectativas claras e avaliações 360.
Compartilhar informação amplamente: Informar sobre metas, estratégias e táticas para reduzir incerteza.
Construir relacionamentos intencionalmente: Promover laços sociais com atividades e interesse pelo bem-estar.
Facilitar crescimento da pessoa: Apoiar desenvolvimento pessoal e profissional com feedback contínuo.
Mostrar vulnerabilidade: Pedir ajuda aos colegas em vez de só dar ordens.
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