
Quais são os indicadores que todo empresário deveria analisar no seu negócio?
Funil de vendas, ciclo de caixa e lucro líquido são alguns dos principais indicadores no mundo do empreendedorismo.
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Entenda por que acontece a rotatividade de funcionários e o que fazer para lidar com o problema.

Um dos principais desafios de médias e grandes empresas é mitigar a rotatividade de funcionários. Também chamado de turnover, o alto índice de demissão e contratação de colaboradores acarreta em grandes prejuízos para as organizações.
A redução de funcionários e os custos excessivos, além da perda de talentos e queda na produtividade, podem comprometer a performance do negócio e afetam diretamente o clima interno.
Por isso, setores como gestão de pessoas e RH precisam estar muito atentos a esse problema. Reduzindo o turnover, é possível evitar gastos, reter os melhores profissionais na empresa e, assim, otimizar os resultados organizacionais.
Sua empresa sofre com alta rotatividade de funcionários? Entenda por que isso acontece e o que fazer para lidar com o problema. Vem com a gente!
A rotatividade de funcionários, ou turnover, é o índice que monitora o fluxo de entrada e saída de profissionais em uma empresa.
Uma taxa de rotatividade alta significa que muitos colaboradores entram e saem em um curto período de tempo, e que poucos talentos são retidos.
Já um índice de rotatividade baixo significa que a maioria dos funcionários admitidos permanecem nela por longos períodos de tempo, e a retenção de talentos é alta. Demonstrando um ambiente de trabalho saudável e políticas de RH bem estruturadas.
Os motivadores para um alto índice de turnover são multifacetados e geralmente envolvem fatores internos e externos às organizações. Entre os principais, podemos destacar:
Para reduzir a rotatividade é preciso, em primeiro lugar, investigar por que isso está acontecendo e mapear se as demissões são voluntárias ou por decisão da empresa.
Dinheiro nem sempre se traduz em motivação, mas influencia os colaboradores nas suas decisões profissionais.
A Pesquisa Hábitos Financeiros do Trabalhador Brasileiro, encomendada pela Alelo, mostra que 26% dos entrevistados que trocaram de emprego nos últimos 12 meses fizeram isso em busca de melhores salários.
Fatores como jornadas excessivas, pressão constante e sobrecarga de trabalho comprometem a saúde e o bem-estar das equipes.
Com o tempo, esse cenário tende a aumentar o desgaste e a insatisfação, levando os profissionais a buscar ambientes com condições mais equilibradas e melhor qualidade de vida.
Profissionais com bom desempenho costumam chamar a atenção do mercado — e, nesse cenário, a concorrência também entra em jogo.
Quando surge uma proposta com salário mais alto, novas responsabilidades ou benefícios mais atrativos, é natural que o colaborador avalie a mudança.
Sem uma estratégia de retenção bem estruturada, a empresa pode acabar perdendo talentos para oportunidades que parecem mais vantajosas.
A insatisfação é uma das causas mais comuns de turnover e, muitas vezes, surge de pequenos pontos que se acumulam no dia a dia.
Rotina pouco estimulante, falta de oportunidades de crescimento, conflitos com colegas ou lideranças despreparadas e ausência de desafios podem reduzir o engajamento.
Com o tempo, o profissional passa a buscar novas perspectivas de carreira que ofereçam mais desenvolvimento e propósito.
Quando a baixa performance leva ao desligamento, a decisão geralmente parte da empresa. Ainda assim, nem sempre esse cenário está ligado à falta de capacidade do profissional.
Questões como ausência de reconhecimento, condições de trabalho inadequadas, clima organizacional negativo, falhas de comunicação ou conflitos interpessoais também impactam os resultados.
Por isso, olhar para o contexto ajuda a identificar ajustes que podem melhorar o desempenho e evitar perdas desnecessárias.
Existem desligamentos por insatisfação, aposentadoria, problemas pessoais e muitas outras causas. Portanto, é importante que a empresa compreenda quais são as diferentes motivações que causam a rotatividade, já que elas possuem diferentes implicações para o cenário organizacional.
O turnover voluntário se trata do desligamento solicitado pelo próprio colaborador. São exemplos de turnover voluntário a demissão por conta de outro emprego, insatisfações, etc.
Pode ser dividido em duas subcategorias:
O turnover voluntário funcional abrange a saída de funcionários com baixo desempenho ou cuja posição dentro da empresa é de fácil substituição.
O turnover voluntário disfuncional é muito prejudicial à organização, já que abrange a saída de funcionários com alto desempenho, com talentos difíceis de substituir etc.
Dentro do turnover disfuncional existem ainda outras duas subcategorias:
O turnover involuntário é o desligamento que ocorre por iniciativa da própria empresa. Demissão por justa causa é um exemplo desse tipo de rotatividade.
Portanto, os impactos causados para a empresa por conta de uma alta rotatividade de turnover involuntário podem até ser positivos, já que a empresa pode substituir funcionários de baixo rendimento por colaboradores mais motivados.
Agora que você já sabe o que é rotatividade, ficou curioso para saber qual é o índice de turnover de funcionários ideal? Então saiba que o nível ideal não existe.
É muito difícil determinar uma porcentagem de rotatividade que deve ser buscada por todas as empresas dos mais diversos ramos. Esse número irá depender do tipo de negócio e dos tipos de rotatividade apresentados na empresa.
Um índice de rotatividade alto não significa necessariamente que a motivação no trabalho está baixa, pois pode ser causado por um turnover involuntário, por exemplo.
No entanto, é preciso que a empresa monitore constantemente o índice para manter uma rotatividade aceitável. Uma rotatividade aceitável implica a capacidade da empresa em reter seus talentos, desenvolver os colaboradores e contar com funcionários motivados e produtivos. Ela pode ser alcançada através da psicologia organizacional.
Entendendo a causa do problema, você pode tomar medidas efetivas para reduzir a rotatividade de funcionários. Conheça agora sete ações para combater esse problema.
Para reter talentos, é necessário cumprir as práticas corretas desde a contratação. Um processo de recrutamento e seleção eficiente é fundamental para escolher as pessoas certas para a empresa.
É importante que o candidato não somente preencha os requisitos da vaga, mas também apresente tanto competências técnicas, quanto valores e comportamentos alinhados ao que a empresa acredita.
A concessão de benefícios é fundamental na escolha do colaborador em ficar ou não na empresa. Uma boa estratégia, além de evitar salários abaixo do mercado e de ficar apenas nos benefícios básicos, é oferecer pacotes bem completos, que se destaquem do que é ofertado no mercado.
Ofereça bonificação, cartões com antecipação salarial, desconto em farmácias, vale-cultura, participação nos lucros e demais subsídios.
Empresas que oferecem mais benefícios são mais atrativas para o trabalhador. Segundo a pesquisa “Hábitos Financeiros do Trabalhador Brasileiro”, o salário e os benefícios oferecidos são os primeiros fatores levados em consideração na busca por uma vaga de emprego. Ou seja, eles atraem bons talentos e evitam a evasão de colaboradores.
Ter perspectiva de crescimento é um dos fatores que fazem o trabalhador continuar na empresa. É importante deixar claro quais são as possibilidades de crescimento dentro da organização e as ações necessárias para se chegar ao cargo desejado, como metas de desempenho, tempo de trabalho na empresa, experiência na função etc.
Para tanto, a dica é ter um plano de carreira bem estabelecido, mostrando claramente como os colaboradores podem trilhar os caminhos rumo à sua ascensão profissional. Isso ajuda, inclusive, a lidar com a geração Y – formada por jovens que têm pressa para crescer rapidamente –, visto que reduz a ansiedade (e a consequente troca de emprego) e aumenta o engajamento.
Com a transformação do mercado, as relações de trabalho também mudam. Nesse contexto, é essencial as empresas saberem se adaptar. E uma das formas de evitar a rotatividade de funcionários é ser mais flexível.
Você pode trocar, por exemplo, as jornadas rígidas de trabalho e a carga horária excessiva pelo trabalho home office e horários mais maleáveis. Isso é tão benéfico para a qualidade de vida dos colaboradores que, muitas vezes, eles preferem a flexibilidade, mesmo que o salário seja um pouco menor que o desejado.
A Alelo, inclusive, é um case de sucesso na implantação do trabalho remoto para seus funcionários. Confira nosso exemplo e veja o que faz sentido para sua empresa.
A qualidade de vida no trabalho tem sido cada vez mais valorizada pelos funcionários. Por isso, é importante desenvolver um ambiente saudável, diminuindo os conflitos interpessoais, criando senso de equipe e sociabilização entre os colaboradores e garantindo uma boa relação entre os diferentes níveis hierárquicos.
Outra estratégia é fortalecer a comunicação interna, melhorando o diálogo na empresa, oferecendo feedbacks construtivos e sendo claro e transparente com os funcionários quanto aos objetivos e valores da empresa.
Essa é uma estratégia que impacta positivamente na saúde psicológica dos funcionários. Elogiar as metas e os resultados alcançados, valorizando a boa performance, faz o trabalhador se sentir reconhecido e motivado para atingir maiores conquistas.
Outras formas de reconhecimento podem ser um aumento salarial, comissão, premiações, folga remunerada etc. O importante é avaliar o que realmente motiva o colaborador. Assim, além de manter a produtividade sempre em alta, ele terá prazer em trabalhar na sua empresa.
Uma ação crucial é medir, analisar e acompanhar o índice de turnover. Para tanto, você pode fazer entrevistas com os funcionários e com os chefes, bem como realizar uma pesquisa demissional para compreender os motivos que levaram o trabalhador a pedir as contas. Assim, é possível coletar informações para identificar problemas, traçar um diagnóstico e aplicar melhorias na empresa.
Lembre-se, por fim, que nem todo turnover é ruim. Existe uma taxa saudável de renovação do quadro de funcionários, que varia conforme a empresa. O perigo acontece quando a rotatividade resulta em queda de produtividade e prejuízos para a corporação.
Avaliando cuidadosamente as causas do problema e aplicando essas estratégias, você poderá atrair e reter os melhores talentos.
Gostou do conteúdo? Confira também nosso artigo sobre o trabalho híbrido e saiba como manter a produtividade e o engajamento nessa modalidade.
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