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Canetas emagrecedoras estão mudando os hábitos alimentares dos brasileiros. Veja como adaptar seu negócio e atrair mais clientes.

Medicamentos injetáveis que ajudam no controle do apetite, na saciedade e, em alguns casos, no controle da glicemia, as canetas emagrecedoras passaram a ser usadas tanto no tratamento da obesidade quanto do diabetes.
De acordo com um relatório publicado pela IQVIA no final de 2025, entre setembro de 2024 e setembro de 2025 as canetas emagrecedoras lideraram o ranking de fármacos mais vendidos no Brasil, com três marcas ocupando as primeiras posições da lista: Wegovy, Mounjaro e Ozempic.
O avanço desses medicamentos, especialmente os voltados ao controle de diabetes e obesidade, já começa a repercutir além do setor farmacêutico e a alterar hábitos de consumo no varejo alimentar, sobretudo em estabelecimentos de alimentação.
Hoje, as canetas emagrecedoras são a força motriz por trás de novos hábitos alimentares, em casa e fora do lar — quem se adaptar pode responder melhor a esse novo comportamento.
Bora entender o que está mudando e o que isso tem a ver com os benefícios de alimentação?
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a importação de medicamentos como Ozempic e Mounjaro somou cerca de R$ 9 bilhões em 2025, alta de 88% em relação a 2024, superando a importação de itens como salmão, smartphones e azeite de oliva.
Além disso, dados do Instituto Locomotiva, em pesquisa realizada em fevereiro de 2026, mostram a dimensão real desse cenário.
Hoje, 1 em cada 3 domicílios brasileiros têm ao menos um morador usuário de caneta emagrecedora — número que saltou de 26% para 33% em poucos meses. Na prática, 1 em cada 4 adultos brasileiros já fez uso pessoal desses medicamentos.
E o impacto no consumo alimentar é concreto e amplo: 95% dos domicílios com usuários registraram queda em pelo menos uma categoria de alimentos ou bebidas. Em 8 de cada 10 lares, a redução de apetite é a causa direta dessa mudança.
As categorias que mais sentiram o corte:
Mas a mudança não é só corte. Em 4 de cada 10 domicílios com usuários, aumentou o consumo de: proteínas magras (30%), frutas e vegetais (26%) e alimentos integrais (25%).
As pessoas não estão comendo menos por completo — estão comendo de um jeito diferente, mais atento e mais seletivo.
Essa transformação, vale lembrar, está atravessando classes sociais. O fenômeno já está presente em 30% dos lares das classes C, D e E — e 76% dos brasileiros acreditam que as canetas estão ficando mais acessíveis. Com os genéricos chegando, essa tendência pode ganhar mais força.
Quando o apetite de milhões de pessoas muda, o setor que serve comida sente. E os números da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) confirmam: 61% dos empresários do setor já identificaram mudanças no comportamento de consumo relacionadas ao uso das canetas emagrecedoras.
No cardápio e nos pedidos, as mudanças aparecem assim:
Fora do restaurante, o cenário também mudou: 56% das famílias com usuários de canetas reduziram os pedidos de delivery e fast food, e 47% estão frequentando restaurantes com menos regularidade.
Por enquanto, o impacto é mais sentido nos estabelecimentos de alta renda — que compensaram o tíquete menor com pratos mais sofisticados e sobremesas compartilhadas.
Mas os estabelecimentos menores já mostram sinais: esse grupo concentra uma fatia maior de impactos classificados como fortes, justamente porque tem menos margem para absorver variações na demanda.
Com a popularização das canetas emagrecedoras, os consumidores não deixaram de frequentar bares e restaurantes, apenas mudaram suas escolhas na hora de fazer o pedido.
Por isso, estabelecimentos que conseguirem se adaptar a um cliente mais atento à qualidade dos produtos, mais seletivo e mais preocupado com a saúde, vão conseguir manter o fluxo de caixa sem sentir tanto impacto.
E esse movimento de maior seletividade e preocupação na hora de comer fora de casa tende a ganhar ainda mais espaço à medida que os genéricos chegam e o acesso ao medicamento se amplia.
Algumas adaptações práticas que os estabelecimentos podem adotar para se adaptar a esse comportamento dos clientes são:
Com o comportamento alimentar em transformação, uma pergunta prática precisa estar no radar de quem gerencia um restaurante ou estabelecimento de alimentação: quem são os clientes que vão continuar frequentando?
Uma parte importante desse público é o trabalhador que usa o benefício de alimentação para fazer as refeições do dia.
São pessoas que saem para almoçar perto do trabalho, que buscam opções práticas e de qualidade — e que, cada vez mais, também estão adotando hábitos alimentares mais conscientes.
Aceitar cartões e vouchers de benefícios de alimentação pode contribuir para um fluxo mais constante de clientes, especialmente nos horários de maior movimento.
Esse público costuma ter presença previsível, rotina definida e tendência de fidelização com os estabelecimentos que atendem bem e aceitam seu benefício.
Além disso, com a mudança de comportamento impulsionada pelas canetas emagrecedoras, esse cliente está ainda mais atento à qualidade do que consome. Não basta ser conveniente — é necessário oferecer opções que façam sentido para quem está cuidando da alimentação. Cardápios mais equilibrados, porções flexíveis e ingredientes frescos pesam na escolha de onde almoçar.
Ou seja, aceitar benefícios de alimentação não é só uma questão de meio de pagamento. É uma decisão de posicionamento que amplia o alcance do estabelecimento e pode ajudar a manter um fluxo de clientes mais recorrente — mesmo num cenário de mudanças no consumo.
A febre das canetas emagrecedoras não parece ser apenas um movimento pontual.
Com os genéricos chegando e o acesso crescendo em todas as faixas de renda, o comportamento alimentar dos brasileiros vai continuar mudando. E os estabelecimentos que entenderem isso antes vão sair na frente.
Adaptar o cardápio, rever porções e comunicar qualidade nutricional são movimentos importantes.
Mas garantir que o cliente possa pagar da forma que preferir — com o benefício de alimentação que já tem — é o que transforma visitante ocasional em cliente frequente.
A Alelo credencia estabelecimentos de alimentação em todo o Brasil. Ao se credenciar, o seu negócio passa a ser acessível para milhões de trabalhadores que usam o benefício de alimentação no dia a dia — pode ampliar a presença do seu negócio na rotina das pessoas que usam Alelo no dia a dia.
Quer fazer parte dessa rede? Credencie seu estabelecimento e esteja mais perto de quem está fazendo novas escolhas na hora de comer — e que quer encontrar onde comer bem. E se quiser mais para impulsionar o desempenho do seu negócio, confira mais conteúdos no blog.
FAQ
1 - Qual é o impacto das canetas emagrecedoras no consumo alimentar dos brasileiros?
O impacto é amplo e concreto. Segundo o Instituto Locomotiva (fevereiro de 2026), 1 em cada 3 domicílios brasileiros já têm ao menos um usuário de caneta emagrecedora. Em 95% desses lares houve queda no consumo de pelo menos uma categoria de alimentos. As mais afetadas foram doces e petiscos (queda em 70% dos lares), bebidas açucaradas (50%), massas (47%) e bebidas alcoólicas (45%). Por outro lado, o consumo de proteínas magras, frutas, vegetais e integrais aumentou em cerca de 4 em cada 10 domicílios.
2 - Como os restaurantes já estão sentindo essa mudança de comportamento?
Segundo a Abrasel, 61% dos empresários do setor já identificaram mudanças no consumo relacionadas ao uso das canetas. As principais são: maior compartilhamento de pratos, maior procura por porções menores, queda nos pedidos de pratos principais, sobremesas individuais e bebidas alcoólicas, e crescimento das bebidas sem álcool. Fora do restaurante, 56% das famílias com usuários de canetas emagrecedoras reduziram pedidos de delivery e fast food, e 47% estão frequentando restaurantes com menos regularidade.
3 - O que os restaurantes podem fazer para se adaptar a esse novo perfil de cliente?
Algumas adaptações práticas incluem revisar porções e precificação (porção menor não precisa significar margem menor), reformular o cardápio com foco em proteínas magras, ingredientes frescos e opções leves, flexibilizar o compartilhamento de pratos e valorizar bebidas sem álcool premium como alternativa rentável. O ponto-chave é comunicar qualidade nutricional sem transformar o estabelecimento em restaurante de dieta — o cliente quer sentir que o local entende seus novos hábitos.
4 - Aceitar benefícios de alimentação ajuda o restaurante nesse cenário?
Sim. Com a mudança de hábitos, os estabelecimentos precisam de um público fiel e recorrente. Trabalhadores que usam o benefício de alimentação saem para almoçar com regularidade, têm rotina definida e tendem a fidelizar com os locais que atendem bem e aceitam seu benefício. Além disso, esse público está cada vez mais atento à qualidade do que consome — o que se alinha diretamente às adaptações que os restaurantes precisam fazer para atender os usuários de canetas emagrecedoras.
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