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Retenção estratégica é o conjunto de políticas, práticas e decisões para manter talentos-chave na organização de forma sustentável. Saiba mais com a Alelo!

Se antes a atração de talentos era o principal desafio das empresas, hoje a permanência se tornou a prioridade. Afinal, só um bom salário não é mais suficiente para manter excelentes profissionais. E é nesse ponto que a retenção estratégica se destaca como aliada das organizações.
A 30ª edição do Índice de Confiança da Robert Half revelou que 60% dos gestores brasileiros apontaram a retenção como a maior preocupação no início de 2025, superando temas como produtividade e lucratividade.
Mas há um paradoxo interessante. De acordo com o estudo “Tendências de RH”, da Korn Ferry, apenas 36% das organizações brasileiras oferecem planos formais de retenção. E, quando existem, eles não são amplamente distribuídos, dado que 93% são destinados à alta gerência e somente 28% contemplam técnicos operacionais.
Isso nos mostra que, mesmo quando reter é a maior preocupação, a prática ainda é concentrada no topo da estrutura organizacional. No entanto, isso é um equívoco, porque acaba prejudicando não só a imagem da empresa, como também a experiência do colaborador e o clima organizacional.
Frente a esse cenário, apostar em retenção estratégica em todos os níveis de uma companhia é o que faz com que as organizações consigam combater o turnover e fortalecer o clima organizacional, mantendo seus talentos engajados e motivados.
Mas como fazer isso? A Alelo traz algumas dicas! Pensando nessa realidade brasileira, preparamos um conteúdo com detalhes essenciais acerca da retenção estratégica - que vai se tornar sua principal aliada para manter seus talentos.
Bora lá?
A retenção estratégica é a construção intencional de políticas, ações e decisões de gestão voltadas a manter talentos-chave na organização de forma sustentável, alinhando permanência a desempenho, cultura e resultado.
Essa prática vai além de ações pontuais, como aumentos salariais isolados, e passa a integrar a estratégia corporativa, abrangendo todos os níveis de profissionais de uma empresa.
Ainda, enquanto a retenção tradicional costuma ser reativa (uma contraproposta quando o profissional pede demissão, por exemplo), a retenção estratégica é preventiva. Ela considera:
O Panorama Gestão de Pessoas Brasil, da Sólides revela que mais de 90% dos profissionais acreditam que o desenvolvimento e retenção são responsabilidade de todos os gestores, e não apenas do setor de Recursos Humanos (RH).
Esse dado é superinteressante, porque nos reforça uma mudança cultural importante: retenção deixou de ser política de benefício e passou a ser prática de liderança. Ou seja, essa estratégia precisa estar alinhada em todos os níveis - e, é claro, ser um pilar da cultura organizacional da empresa.
Para isso, uma abordagem de retenção estratégica deve envolver:
Em resumo, a retenção estratégica combina: Diagnóstico + Liderança preparada + Desenvolvimento + Remuneração inteligente + Flexibilidade + Monitoramento constante.
Os dados mostram que o salário ainda é uma ferramenta relevante, apesar de não ser exclusiva. No entanto, vale reforçar - e veremos a seguir - que a retenção não se sustenta apenas em remuneração.
Segundo a pesquisa da Korn Ferry, quando o assunto é retenção de talentos, as empresas adotam principalmente as seguintes estratégias:
Entre as empresas que optam por remuneração acima do mercado: 42% pagam 20% acima da média, 29% pagam 15% acima e 13% pagam 25% acima.
Os dados mostram que a retenção ainda está fortemente ancorada em remuneração e recompensas financeiras, seja por meio de bônus, salários acima da média ou benefícios atrelados a desempenho.
Mas isso não é mais suficiente. Por exemplo, há diferenças de preferência entre gerações no quesito modelo de trabalho (híbrido, remoto ou presencial), e ignorar esse fator pode gerar desalinhamento e aumentar o turnover.
Segundo a pesquisa da Sólides, entre os mais jovens (18 a 24 anos), 28% preferem o modelo totalmente remoto. Já profissionais acima de 45 anos tendem a valorizar mais o presencial integral (46%).
Outra possibilidade são os benefícios flexíveis, que permitem agregar valor percebido sem necessariamente elevar de forma estrutural a folha salarial. Assim, cada colaborador tem acesso àquilo que faz mais sentido para ele.
O mais importante nesse processo de reestruturar práticas visando a retenção estratégica é olhar dentro e fora da organização para entender o que os profissionais - de diferentes faixas etárias e cargos na empresa - buscam em relação a benefícios, auxílios, recompensas, etc.
Como vimos ao longo do texto, empresas que enxergam retenção apenas como reajuste salarial tendem a agir de forma reativa. Já aquelas que estruturam estratégias integradas atuam de forma preventiva.
Ignorar as diferenças e as preferências gera desalinhamento, e desalinhamento gera turnover. Tudo isso tem consequências graves (e caras!):
Reter talentos é hoje a principal preocupação dos gestores brasileiros - e deve ser uma prioridade e um ponto de atenção. Então, o próximo passo é transformar essa preocupação em estratégia consistente!
Afinal, torna-se cada vez mais necessário oferecer experiências de trabalho alinhadas às expectativas dos colaboradores, promovendo escuta ativa e buscando equilibrar suas demandas com a realidade e os objetivos da organização.
Por essa razão, a retenção estratégica é, no fim das contas, uma decisão de gestão, e um dos principais pilares para fortalecer o clima organizacional, sustentar produtividade e garantir competitividade no longo prazo.
Continue navegando pelos nossos conteúdos e aproveite para desenvolver ainda mais as suas estratégias de RH!
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