Por que hobbies fazem bem para a saúde mental dos colaboradores e beneficia as empresas?

Hobbies são atividades realizadas por prazer e têm impacto direto na saúde mental ao reduzir estresse e aumentar a sensação de pertencimento. Entenda por quê.

Qual é a relação entre hobbies e saúde mental

A gente vive numa época em que produtividade virou sinônimo de valor. Mas a pressão por resultados e alta performance tem afetado cada vez mais a saúde mental dos trabalhadores.

Com uma rotina cheia de reuniões, notificações e responsabilidades, a maioria das pessoas não sabe responder quando foi a última vez que elas fizeram algo só porque gostavam.

Afinal, na correria do dia a dia, o que não é obrigação ou meta, acaba em segundo plano.

Se você considera que essa realidade faz parte do dia a dia da sua equipe, esse texto é pra você — e também para quem faz a gestão de pessoas da empresa. Vem com a gente!

Qual é a relação entre hobbies e saúde mental?

Ter um hobby é mais que dedicar tempo a uma atividade relaxante — e a ciência já tem muito a dizer sobre isso. Quando a gente se dedica a uma atividade que gosta, o cérebro libera hormônios como endorfina e dopamina, os mesmos que dão a sensação de prazer e bem-estar.

O resultado? Menos ansiedade, mais concentração, criatividade lá em cima e autoestima reforçada.

Zora Viana

quotation-marks“A relação entre hobbies e saúde mental é profunda e, muitas vezes, subestimada. Atividades realizadas por prazer, sem cobrança de desempenho, funcionam como uma forma de regulação emocional. Elas ajudam a reduzir o estresse, melhorar o humor e até prevenir quadros de ansiedade e burnout. Quando uma pessoa se permite viver momentos de leveza e desconexão das obrigações, ela fortalece recursos internos importantes, como criatividade, resiliência e sensação de propósito. Do ponto de vista psicológico, o hobby não é um ‘luxo’, mas uma necessidade para o equilíbrio emocional”

Zora Viana, psicóloga, especialista em RH e fundadora da Faculdade FEX Educação.

Ou seja, ter um passatempo favorito ajuda a quebrar a rotina, alivia o estresse, fortalece vínculos sociais e alimenta o senso de propósito. 

E tem mais: os passatempos funcionam como uma válvula de escape das pressões do cotidiano, ajudando a equilibrar a vida profissional com momentos de conexão com os próprios interesses.

Mas por que os hobbies são deixados de lado na vida adulta?

Conforme a vida vai ficando mais corrida, os passatempos costumam ser os primeiros a sair da agenda. Afinal, na vida adulta “não há tempo” para isso. Mas sabia que, segundo um estudo publicado em fevereiro de 2025 na revista Frontiers in Psychology, adultos que se dedicam aos momentos de relaxamento são mais positivos sobre o futuro e mais resilientes diante dos desafios?

Os resultados mostraram que pessoas que mantêm atividades lúdicas apresentam habilidades de enfrentamento mais fortes — mesmo diante de momentos difíceis. 

E isso tem tudo a ver com o que a gente busca no ambiente de trabalho: equipes mais engajadas, menos esgotadas, com mais recursos emocionais para lidar com pressão.

Zora explica que “na vida adulta, é comum que os hobbies sejam deixados de lado por uma combinação de fatores. A sobrecarga de responsabilidades, a pressão por produtividade constante e a ideia de que todo tempo precisa ser ‘útil’ fazem com que atividades prazerosas sejam vistas como secundárias”.

“Além disso, existe uma construção cultural que associa valor pessoal à performance e ao trabalho, o que leva muitas pessoas a considerarem hobbies como algo supérfluo ou até ‘besteira’. Essa visão ignora o impacto direto dessas atividades na saúde mental. Quando o indivíduo perde espaços de prazer, ele também perde uma importante válvula de escape emocional, o que pode aumentar o risco de esgotamento e sofrimento psíquico”.

Não à toa, os debates sobre burnout e saúde emocional no trabalho têm crescido tanto nos últimos anos. Afinal, a cada ano que passa, números cada vez mais altos de profissionais afastados das atividades laborais por esgotamento mental são registrados no Brasil.

Quando a vida se resume ao trabalho, a saúde mental de quem sustenta as engrenagens da empresa pode ficar comprometida.

Qual o papel do RH na manutenção dos hobbies?

A especialista explica que dentro das empresas, incentivar a prática de hobbies pode gerar impactos extremamente positivos. 

“Colaboradores que podem desfrutar de opções de lazer e autocuidado tendem a apresentar melhor saúde emocional, maior engajamento e mais criatividade. Além disso, há redução de estresse, melhora nas relações interpessoais e até aumento da produtividade, justamente porque o profissional não está em estado constante de esgotamento”. 

Por isso, organizações que reconhecem a importância do equilíbrio entre vida pessoal e profissional constroem ambientes mais saudáveis, humanos e sustentáveis a longo prazo.

Quando um colaborador está emocionalmente equilibrado, isso pode contribuir para que ele renda mais, falte menos e se engaje de verdade com o que faz. 

Incentivar hobbies é uma estratégia com impacto real em absenteísmo, engajamento e prevenção de esgotamento. E a boa notícia é que isso não precisa custar caro para a empresa — e é mais em conta do que lidar com o desengajamento e queda na performance.

Como incentivar o bem-estar da equipe, sem aumentar custos?

Benefícios flexíveis são uma das formas mais inteligentes de fazer isso — e o ganho para a empresa é direto: colaboradores que usam o benefício do jeito que faz sentido para a vida deles chegam mais motivados, faltam menos e entregam mais. 

Em vez de um pacote engessado que nem sempre agrada a todo mundo, a empresa oferece liberdade de escolha: um curso de fotografia, uma oficina de cerâmica, ingressos para um show, uma aula de culinária. Cada pessoa usa onde preferir. 

E quando a empresa viabiliza esse acesso, ela deixa de ser só um lugar de trabalho e passa a ser parte de uma vida mais completa. O resultado pode refletir nos números: mais presença, mais motivação, menos afastamentos por questões emocionais.

Conheça soluções de benefícios que incentivam o bem-estar

A Alelo tem soluções pensadas justamente para isso. Com o Alelo Pod, os colaboradores podem acessar cursos, oficinas e experiências culturais que fazem a diferença no dia a dia. Sem esquecer claro, do vale alimentação e vale refeição.

Porque autocuidado também passa pela mesa: uma refeição gostosa, preparada com calma, também é um hobby. E cuidar da alimentação faz parte de uma rotina saudável e equilibrada.

FAQ

Hobbies podem ser incentivados pelas empresas? 

Sim! E faz muito sentido que sejam. Empresas que investem no bem-estar emocional dos colaboradores colhem resultados reais: menos absenteísmo, mais engajamento e equipes mais resilientes. 

Isso pode acontecer por meio de programas de bem-estar, flexibilidade de horários e, principalmente, benefícios que dão ao colaborador a liberdade de usar o dinheiro no que faz sentido para ele — como cursos, experiências culturais e atividades de lazer.

Benefícios flexíveis ajudam na saúde mental? 

Com certeza. Quando o colaborador pode usar o benefício da forma que mais contribui para o equilíbrio emocional dele — seja numa aula de dança, num ingresso de teatro ou numa experiência gastronômica —, o impacto na saúde mental é direto. 

A autonomia de escolha em si já é terapêutica: ela reforça a autoestima e o senso de identidade fora do trabalho.

Quer entender como sua empresa pode oferecer mais bem-estar com inteligência e sem aumentar custos fixos?

👉 Conheça os Benefícios Flexíveis da Alelo e descubra como transformar o pacote de benefícios da sua equipe.

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