RH estratégico e a construção de valor além dos custos

Em cenários de redução de custos, o RH deve se manter como peça-chave para equilibrar competitividade e sustentabilidade. Leia mais!

RH estratégico

Em épocas em que a pressão por redução de custos é sentida em diversos setores, o RH precisa seguir se posicionando como uma peça-chave na manutenção do equilíbrio e da competitividade no mercado. 

Para isso, a estratégia inside-out — que orienta a olhar primeiramente para dentro da organização, entender problemas e capacidades antes de cortar ou investir — torna-se cada vez mais necessária para tomar decisões mais inteligentes. 

Nesse caminho, os 3 pilares de categorização de custos surgem como um guia para definir investimentos e recursos, o que é primordial e o que pode ser melhorado ou reduzido sem comprometer a sustentabilidade da empresa. 

São eles: 

  • Custos diferenciadores: aqueles que geram vantagem competitiva, como benefícios, programas de bem-estar e retenção de talentos; 
  • Custos de ativação: gastos iniciais necessários para colocar uma operação em funcionamento, como contratação, treinamento e implementação de sistemas, com custos pontuais; 
  • Custos de commoditização: atividades padronizadas, que não geram diferenciação competitiva para a empresa. São necessários para o funcionamento básico do negócio, mas podem ser facilmente comparados ao mercado e terceirizados ou otimizados.

Segundo o estudo Global Human Capital Trends 2025 da Deloitte, o setor corporativo passa por uma transformação impulsionada pelo avanço da inteligência artificial (IA), pelo enfraquecimento dos modelos tradicionais de gestão e pela necessidade de conciliar resultados financeiros com o bem-estar das equipes.

O cenário atual desperta um alerta (e uma dica valiosa): empresas que alinham gestão de pessoas à estratégia financeira têm mais chances de alcançar alta performance.

Esse tema precisa ser discutido, e para isso, a Alelo convidou Carla Martins, vice-presidente do SERAC, especialista em gestão estratégica de pessoas e estrutura organizacional.

Bora conferir o que conversamos! 

O RH pode equilibrar pressão por redução de custos sem comprometer a performance da empresa

Quando uma empresa adota uma lógica focada apenas em cortes, ela pode comprometer áreas que sustentam a performance no médio e longo prazo. Por isso, o RH precisa deixar de analisar custos de forma isolada e passar a considerar seu efeito nos resultados. 

“O melhor caminho é priorizar eficiência, não redução cega. Isso passa por revisão de processos, eliminação de desperdícios e, principalmente, por entender onde o dinheiro está sendo mal alocado. Cortar sem critério costuma gerar retrabalho, queda de engajamento e perda de produtividade, o que sai mais caro depois”, comenta Carla. 

O que muda quando uma empresa adota a lógica inside-out

A especialista explica que quando a empresa adota a lógica inside-out, ela deixa de tomar decisões baseadas apenas em pressão externa ou benchmarking — comparando sua atuação à de concorrentes — e passa a estruturar a operação a partir da própria estratégia, cultura e capacidade interna.

Para ela, “isso muda completamente a forma de gerir pessoas, e o RH deixa de replicar modelos de mercado para construir soluções coerentes com o seu negócio. Dessa forma, benefícios, políticas e estrutura deixam de ser padrão e passam a ser estratégicos”.

Como identificar o que é um custo diferenciador dentro de uma organização

O custo diferenciador influencia a geração de valor da empresa, estando presente nas áreas que impulsionam crescimento, retenção e produtividade.

Carla Martins, vice-presidente do SERAC

quotation-marks“Um erro comum é tratar tudo como despesa operacional. Treinamento de liderança, por exemplo, não é custo, é alavanca de resultado. O mesmo vale para benefícios bem estruturados. Se aquilo melhora performance ou reduz risco, não deve ser cortado, deve ser otimizado.”

Carla Martins, vice-presidente do SERAC

E os custos de commoditização?

Os custos com commodities — aquilo que é padronizado, facilmente substituível e com pouca diferenciação de valor estratégico — incluem rotinas como folha de pagamento, controle de ponto e processos operacionais de admissão e demissão.

Esses custos não deixam de ser importantes, mas devem ser frequentemente avaliados sob a ótica da escala e da tecnologia. Com o avanço da IA, por exemplo, muitos desses processos estão se tornando cada vez mais digitalizados, reduzindo o esforço humano e permitindo que o RH concentre energia em atividades mais estratégicas.

A partir dessa diferenciação, o papel do RH passa a ser o de avaliar onde estão os investimentos que geram vantagem competitiva e onde estão os processos que podem ser simplificados, com mais assertividade e sem impacto na estratégia do negócio.

Em momentos de crise, cortar benefícios pode sair mais caro? 

A vice-presidente alerta que cortar benefícios para diminuir custos imediatos pode gerar desengajamento dos profissionais, aumento de rotatividade e perda de talentos-chave. 

“O custo de reposição, treinamento e queda de produtividade normalmente supera a economia inicial. O que deveria ser feito é reestruturar, não simplesmente cortar”, completa. 

Por que benefícios corporativos devem ser vistos como investimento estratégico?

Os benefícios corporativos precisam ser considerados como investimento, já que eles interferem em indicadores fundamentais:

  • Retenção de profissionais qualificados e novos talentos;
  • Produtividade individual e da equipe;
  • Clima organizacional. 

“Empresas que estruturam bem essa frente reduzem o turnover, aumentam engajamento e diminuem custos indiretos, como o absenteísmo. Quando o benefício é pensado de forma estratégica, ele deixa de ser gasto fixo e passa a ser ferramenta de gestão”, explica Carla. 

A Alelo tem várias opções de benefícios para as empresas, com soluções que atendem às diferentes necessidades dos colaboradores e contribuem para o bem-estar e qualidade de vida no ambiente de trabalho. 

Quais tendências podemos esperar na gestão de custos em RH? 

A principal tendência é encontrar um RH cada vez mais orientado por dados e impactos financeiros, com people analytics deixando de ser diferencial para ser a base das decisões.

Carla finaliza: “outra mudança importante é a personalização: benefícios e políticas mais flexíveis, adaptados ao perfil da equipe. Além disso, o RH assume um papel mais estratégico dentro das empresas, participando das decisões de crescimento e não apenas da gestão operacional”. 

Gostou desse conteúdo? Continue acompanhando nosso blog e assine também a newsletter da Alelo Tudo RH, no LinkedIn. 

O que você achou desse artigo?

Clique nas estrelas para dar sua nota:

Nenhuma avaliação até agora.

Seja a primeira pessoa a avaliar!

Leia mais

Transformação digital no RH: como dados e IA podem mudar o futuro do trabalho

Transformação digital no RH: como dados e IA podem mudar o futuro do trabalho

Entenda como a transformação digital está mudando o uso de dados e a forma de organizar o trabalho nas empresas.

17 de Agosto de 2026
Por Alelo
Ler conteúdo
Pirâmide de Maslow: a aplicação da teoria na gestão de pessoas

Pirâmide de Maslow: a aplicação da teoria na gestão de pessoas

A Pirâmide de Maslow ajuda o RH a identificar possíveis necessidades dos colaboradores que não estão sendo atendidas pela empresa.

11 de Agosto de 2026
Por Alelo
Ler conteúdo
Empresas familiares: alinhamento entre governança, sucessão e gestão de pessoas sustenta o crescimento

Empresas familiares: alinhamento entre governança, sucessão e gestão de pessoas sustenta o crescimento

A adaptação diante das transformações pelas quais passam governança, sucessão e gestão de pessoas garante a continuidade das empresas familiares.

09 de Agosto de 2026
Por Alelo
Ler conteúdo
Inteligência Artificial no RH: operar com eficiência, governança e cultura são os desafios do momento

Inteligência Artificial no RH: operar com eficiência, governança e cultura são os desafios do momento

RH e Gestão

Depois da fase de entusiasmo em torno do uso da IA no RH, operar com eficiência, governança e cultura são os desafios do momento.

09 de Agosto de 2026
Por Alelo
Ler conteúdo

Institucional

Soluções

Alelo S.A.

Naip Instituição de Pagamento S.A.

Todos os direitos reservados.

Copyright 2025 Alelo.

Acompanhe nossas redes sociais: