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O voluntariado corporativo nada mais é do que o conjunto de ações promovidas ou apoiadas para o engajamento em atividades voluntárias. Saiba mais com a Alelo!

E se o desenvolvimento dos colaboradores não acontecesse apenas em treinamentos, avaliações de desempenho ou planos de carreira? O voluntariado corporativo tem se mostrado um aliado estratégico nesse processo, ao promover aprendizados que vão além das competências técnicas.
Dados recentes do Censo Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE) 2025, que vai ser lançado na íntegra até o fim deste ano, reforçam esse movimento: 75% das empresas brasileiras enxergam o voluntariado corporativo como um motor para o desenvolvimento e a evolução profissional de seus times.
O número evidencia uma mudança importante de mentalidade de que o voluntariado corporativo passa a ser compreendido como parte integrante das estratégias de desenvolvimento humano.
Pensando nesse cenário, preparamos um conteúdo completo sobre essas experiências que conectam os colaboradores a causas sociais e à realidade das comunidades. Vamos nessa?
Em 2023, o Censo Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE) apresentou um relatório completo com um panorama da atuação do Brasil em relação ao voluntariado empresarial.
Na ocasião, os dados mostraram que o engajamento social no Brasil é impulsionado, majoritariamente, pelo setor privado. Segundo o levantamento, 66,7% das organizações envolvidas em ações de voluntariado corporativo são empresas privadas, o que demonstra um compromisso consistente desse setor com iniciativas de impacto social e com o desenvolvimento de seus colaboradores.
Embora em menor proporção, as empresas públicas também participam desse movimento, representando 11,1% do total. Outro ponto de destaque é a atuação do terceiro setor, que corresponde a 16,7% das organizações envolvidas.
No estudo de 2023, o CBVE também identificou uma forte conexão entre voluntariado corporativo e estratégias de ESG (Ambiental, Social e Governança). De acordo com os dados, 100% das empresas afirmam considerar o desenvolvimento de práticas ESG como parte integral de sua estratégia empresarial.
E é justamente nesse contexto que o voluntariado corporativo ganha destaque como uma ferramenta estratégica: 88,9% das empresas reconhecem essa prática como uma ação transversal, capaz de contribuir diretamente para o alcance de metas relacionadas ao ambiental, ao social e à governança.
Esse dado reforça a compreensão de que o voluntariado não deve ser tratado como uma iniciativa isolada, mas como um elemento estruturante das práticas empresariais responsáveis.
Ainda que 11,1% das empresas não reconheçam essa transversalidade, essa diferença aponta para distintos níveis de maturidade na integração do voluntariado às estratégias de sustentabilidade.
Outro aspecto relevante revelado pelo CBVE é a escala dos programas de voluntariado corporativo no Brasil. No relatório de 2023, um terço das empresas participantes (33,3%) contaram com 100 a 1.000 voluntários, indicando programas de médio a grande porte, já consolidados na estrutura organizacional.
Ao mesmo tempo, 22,2% das organizações contaram com até 100 voluntários, o que pode refletir iniciativas mais recentes ou em fase de consolidação. Na outra ponta, há companhias com programas robustos:
O voluntariado corporativo pode ser definido como o conjunto de ações promovidas ou apoiadas pelas empresas para incentivar seus funcionários a se engajarem em atividades voluntárias, geralmente alinhadas a causas sociais, educacionais, ambientais ou comunitárias.
Ao criar ambientes de trabalho em que os colaboradores podem exercer essas habilidades em contextos reais e diversos, o voluntariado corporativo se consolida como uma ferramenta eficaz de aprendizagem experiencial, fazendo com que os profissionais desenvolvam skills que vão além do técnico.
Os dados do CBVE 2025 mostram que as empresas que investem em programas estruturados de voluntariado observam impactos positivos no comportamento, na motivação e no engajamento de seus profissionais. Isso acontece porque essa prática oferece experiências que dificilmente são reproduzidas apenas em treinamentos formais.
Ao participar de ações voluntárias, os funcionários são convidados a lidar com desafios sociais concretos, tomar decisões em contextos diferentes do cotidiano corporativo e desenvolver uma visão mais ampla sobre seu papel como profissionais e cidadãos.
Esse tipo de vivência contribui para formar profissionais mais conscientes, engajados e preparados para atuar em ambientes complexos e diversos.
Quando o foco se volta para o engajamento dos colaboradores, os dados de 2023 já mostraram avanços, mas também desafios: 38,9% das empresas conseguem engajar até 10% dos colaboradores, enquanto outros 38,9% alcançam até 20% de participação.
Um grupo menor, porém relevante (16,8%), consegue mobilizar 50%, 70% ou mais de 70% dos colaboradores, evidenciando um nível elevado de engajamento e integração do voluntariado à cultura organizacional.
Embora as maiores concentrações estejam nas faixas mais baixas, esses resultados indicam que o voluntariado corporativo já exerce um papel importante na construção de pertencimento, propósito e compromisso coletivo.
Mas e a liderança? Segundo o CBVE 2023, as estratégias de mobilização mais utilizadas estão fortemente associadas à atuação dos gestores. O envolvimento de altas e médias lideranças aparece como principal tendência, somando 34,8% das respostas.
Na sequência, surgem campanhas internas (17,4%) e ações de capacitação e formação (13%), reforçando o papel do RH na comunicação e no desenvolvimento dos voluntários. Outras estratégias, como seleção de projetos sugeridos pelos próprios colaboradores, maratonas, gincanas e dias de serviço, também aparecem como alternativas relevantes.
Para que o voluntariado corporativo gere impacto no desenvolvimento do time, o papel do RH é fundamental. Mas é necessário estruturar, acompanhar e integrar essas ações às estratégias de gestão de pessoas.
Os dados do CBVE 2025 indicam que o voluntariado corporativo tende a se consolidar como uma prática cada vez mais integrada às políticas de desenvolvimento humano.
Como vimos anteriormente, para o RH, o desafio está em transformar essas ações em experiências significativas, alinhadas à estratégia organizacional e às necessidades dos colaboradores.
Lembre-se, ainda, de que o voluntariado corporativo vai além da ação social, consolidando-se como um fator de desenvolvimento de times, capaz de gerar impacto positivo para pessoas, empresas e sociedade.
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