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O futuro do trabalho já é uma realidade e pede que empresas e profissionais repensem suas carreiras. Com a inteligência artificial e as rápidas mudanças, essa reflexão tornou-se essencial. Esse foi o tema do painel “Carreira em transformação: pluralidade, propósito e novos rumos no futuro do trabalho”, no primeiro dia do CONARH 2025, com Aline Cintra (VP de RH da Equinix), Marcelo Cardoso (fundador da Chie Integrates) e Michelle Schneider (sócia da Signal & Cipher e professora convidada da SingularityU). O debate destacou que o profissional do futuro não terá uma única carreira linear, mas múltiplas trajetórias, vividas ao longo […]

O futuro do trabalho já é uma realidade e pede que empresas e profissionais repensem suas carreiras. Com a inteligência artificial e as rápidas mudanças, essa reflexão tornou-se essencial.
Esse foi o tema do painel “Carreira em transformação: pluralidade, propósito e novos rumos no futuro do trabalho”, no primeiro dia do CONARH 2025, com Aline Cintra (VP de RH da Equinix), Marcelo Cardoso (fundador da Chie Integrates) e Michelle Schneider (sócia da Signal & Cipher e professora convidada da SingularityU).
O debate destacou que o profissional do futuro não terá uma única carreira linear, mas múltiplas trajetórias, vividas ao longo da vida ou até simultaneamente, e que as empresas precisam se adaptar para acolher esses perfis plurais.
Michelle Schneider abriu a conversa compartilhando sua própria trajetória: após duas décadas em empresas como Google, LinkedIn e TikTok, decidiu mudar de rota em busca de mais propósito. Hoje, soma múltiplas identidades: autora, professora, consultora e até DJ.
Para ela, “o profissional do futuro não terá uma carreira única, mas várias, e o desafio está em como as empresas acolhem esse profissional plural”.
Michelle reforçou que muitas organizações ainda buscam resultados imediatos sem incentivar aprendizado contínuo e experimentação.
Marcelo Cardoso trouxe uma visão crítica sobre modelos tradicionais de carreira, ainda muito lineares e centrados apenas em resultados: “Mais ser do que fazer”, disse. Ele defendeu que as organizações precisam acolher o indivíduo por inteiro e não apenas o cargo que ocupa.
Ele também questionou sistemas de incentivo que estimulam comportamentos individualistas e ressaltou a urgência de colocar narrativas e propósitos acima de metas isoladas.

Aline Cintra trouxe a perspectiva de quem segue no mundo corporativo, mas reconhece suas limitações. Para ela, carreira hoje é sobre diversidade de caminhos, podendo se desdobrar dentro da empresa, em paralelo ao meio acadêmico, em conselhos ou atividades voluntárias.
Ela destacou que nem todas as empresas valorizam esse perfil de profissional e que ainda existem sistemas de avaliação que privilegiam apenas o papel principal do colaborador, deixando de reconhecer contribuições coletivas e transversais.
“É preciso criar sistemas baseados em confiança e aprendizado ágil, que deem espaço para colaboração e para a curiosidade como motor de desenvolvimento”, explicou.
O painel também apontou setores em crescimento até 2030. Michelle Schneider destacou dois grandes blocos de novas oportunidades:
A mensagem final do painel foi clara: profissionais plurais, com múltiplas habilidades e propósito claro, serão os protagonistas do novo mundo do trabalho. E as empresas que souberem acolher essa transformação sairão na frente.
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