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E se o futuro do mercado de trabalho estivesse se desenhando hoje, em um processo que mistura colaboração, inovação e escuta ativa? O Plano de Trabalho 2025, publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstra como as empresas e instituições podem se adaptar às transformações que já começaram e vão se intensificar nos próximos anos. Ele reflete tendências que devem impactar desde políticas públicas até a gestão de pessoas no setor privado, característica que o torna extremamente relevante para o RH. Quais são as lições que podemos extrair do Plano de Trabalho? A resposta está nas entrelinhas das 12 […]

E se o futuro do mercado de trabalho estivesse se desenhando hoje, em um processo que mistura colaboração, inovação e escuta ativa? O Plano de Trabalho 2025, publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstra como as empresas e instituições podem se adaptar às transformações que já começaram e vão se intensificar nos próximos anos.
Ele reflete tendências que devem impactar desde políticas públicas até a gestão de pessoas no setor privado, característica que o torna extremamente relevante para o RH.
Quais são as lições que podemos extrair do Plano de Trabalho? A resposta está nas entrelinhas das 12 diretrizes que guiarão o IBGE e, quem sabe, o mercado como um todo. Vem com a gente entender!
O Plano de Trabalho 2025 é o documento que direciona as ações estratégicas do IBGE para o próximo ano, estabelecendo prioridades, metas e indicadores para a produção e disseminação de informações estatísticas e geocientíficas no Brasil.
Ele foi construído de forma colaborativa, envolvendo mais de 500 pessoas, incluindo servidores de todas as áreas, aposentados, sindicalistas e representantes de outras instituições.
Uma comissão de 22 servidores ficou responsável por sistematizar as propostas, consolidadas entre agosto e dezembro de 2024, e reflete o compromisso do IBGE em se alinhar às transformações sociais, tecnológicas e econômicas do país.
E traz pistas valiosas sobre competências em alta, modelos de trabalho em evolução e os desafios que virão pela frente, ocasionados pela tecnologia.
De acordo com o presidente do instituto, Marcio Pochmann:

“O processo de datificação da economia e da sociedade constitui crescente componente das disputas por soberania e competitividade. O fato é que esse processo em direção ao acesso e uso dos dados representa inédito movimento em propulsão à economia digital.“
Marcio Pochmann, presidente do IBGE
O futuro do trabalho não é uma aposta, mas um reflexo das escolhas que fazemos hoje. E para auxiliar empresas que ainda tentam decifrar as mudanças que virão, o IBGE realizou um mapeamento dos pontos que permeiam os novos caminhos do mercado.
Vale lembrar que o Plano de Trabalho 2025 não é um manual, e sim um termômetro que avalia para onde o mercado está indo e como organizações públicas e privadas estão se preparando.
Para chegar aos resultados presentes no documento, foram utilizados diferentes meios para coletar e reunir informações relevantes que podem ajudar as empresas a traçar um caminho mais assertivo para o futuro, como:
Para o setor de Recursos Humanos, acompanhar as mudanças do mercado é fundamental para antecipar demandas, adaptar processos e fortalecer seu papel estratégico nas organizações.
E o Plano do IBGE oferece justamente isso: insights valiosos sobre as transformações em curso, desde a valorização de novas habilidades até a reorganização dos modelos de trabalho.
Mas o que isso significa na prática? Aqui estão três pontos de destaque para os profissionais de RH:
O plano evidencia a crescente necessidade de habilidades como análise de dados, adaptabilidade e gestão de mudanças, um sinal claro de que o setor de Recursos Humanos deve repensar treinamentos e processos de recrutamento.
Com a consolidação de formatos híbridos e remotos, as políticas de gestão de pessoas precisarão ser tão dinâmicas quanto o mercado e, segundo o IBGE, a rigidez pode ser um obstáculo.
A ênfase do plano em métricas e transparência reforça uma tendência irreversível: o RH que se apoia em dados ganhará espaço na mesa de decisões e o conceito de RH Data Driven ganhará ainda mais força nos próximos anos.
Entender todas as diretrizes propostas pelo documento é uma forma de as organizações identificarem padrões que ajudarão a construírem uma cultura e processos mais preparados para o futuro, onde o fator humano vai se tornar mais essencial que nunca.
As diretrizes que nortearão o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística até 2026, elaboradas para preparar a instituição para os desafios da Era Digital e servir como uma espécie de manual para outras organizações, podem ser compreendidas a partir de grupos temáticos como:
Promover uma gestão moderna, eficiente e transparente, baseada em planejamento estratégico, monitoramento de resultados e participação de diferentes áreas.
Isso significa que o IBGE busca integrar suas ações, garantindo alinhamento entre objetivos institucionais e práticas administrativas, com foco em resultados e prestação de contas à sociedade e entende que isso deve ser um norteador para as empresas, sejam elas do setor público ou privado.
A governança integrada deixou de ser um diferencial para se tornar requisito básico de sobrevivência empresarial.
Excelência operacional começa quando toda a organização trabalha em prol da mesma estratégia.
Fomentar a inovação em processos, produtos e serviços, especialmente por meio da transformação digital.
O objetivo é incorporar novas tecnologias (como inteligência artificial e Big Data) para aprimorar a coleta, análise e disseminação de dados, garantindo mais agilidade e auxiliando no processo de se preparar para os desafios contemporâneos.
Afinal, a transformação digital não é apenas sobre tecnologia, e envolve uma reformulação dos modelos de negócio.

Assegurar a qualidade, comparabilidade e padronização das estatísticas e informações geocientíficas.
Isso envolve adotar metodologias reconhecidas, garantir precisão e confiabilidade das informações, e promover padrões que facilitem a integração com outras bases de informacionais.
No mundo corporativo: dados confiáveis são a nova moeda de troca no mercado.
Qualidade de dados gera credibilidade, ativo intangível, mas essencial para qualquer organização.
Buscar a integração dos sistemas de informação do IBGE com outras instituições públicas e privadas, promovendo a interoperabilidade.
Essa diretriz visa eliminar redundâncias, facilitar o compartilhamento de informações e potencializar o uso de registros administrativos e fontes alternativas.
Para as empresas privadas, isso significa que a era dos sistemas fechados acabou, e a interoperabilidade é o novo “padrão ouro”.
A capacidade de cruzar e compartilhar dados potencializa o valor organizacional.
Valorizar os servidores e colaboradores, investindo em formação, capacitação contínua e desenvolvimento de novas competências.
O intuito é preparar o quadro funcional para as demandas tecnológicas e metodológicas emergentes, além de atrair e reter talentos. O capital humano se tornou o principal fator de vantagem competitiva.
Capacitar pessoas é investimento, não custo, mentalidade que toda empresa inovadora precisa adotar.
Garantir a segurança, confidencialidade e proteção das informações sob responsabilidade da instituição, conforme a legislação vigente, como a LGPD.
Essa diretriz reforça a importância do compromisso com o sigilo dos conteúdos internos e externos e a importância de se estabelecer como confiável. Afinal, a LGPD é o começo de uma nova era de responsabilidade digital.
No Plano de Trabalho, o IBGE demonstra que segurança informacional é pré-requisito para inovação, não seu obstáculo.
Ampliar a transparência e, no caso do IBGE, o acesso público às informações produzidas pela instituição, facilitando o uso por cidadãos, pesquisadores, gestores públicos e privados. O objetivo é fortalecer a cultura de dados.
E para as empresas do setor privado? Essa diretriz do IBGE reflete uma tendência irreversível no mundo corporativo: a demanda por maior transparência e governança das informações já não é apenas uma questão de compliance, mas um diferencial estratégico.
O instituto evidencia que abrir alguns números, não é apenas sobre acesso, e está intimamente relacionado ao poder de transformar informação em valor compartilhado. E no setor privado, esse é um caminho sem volta.
Intensificar a articulação com órgãos governamentais, universidades, setor privado e sociedade civil, estabelecendo parcerias estratégicas para potencializar a produção e o uso de informações, além de fortalecer a atuação do IBGE no ecossistema nacional e internacional de estatísticas e geociências.
Tanto para setor público quando para o privado, a era do isolamento corporativo não é a uma alternativa para organizações que desejam se manter relevantes no mercado, a colaboração entre as equipes é uma estratégia de crescimento.
O documento do IBGE demonstra que nenhuma organização é uma ilha, lição valiosa para empresas que buscam relevância em ecossistemas cada vez mais conectados.
Orientar a produção de informações estatísticas e geocientíficas para atender às demandas da sociedade brasileira, considerando temas emergentes, diversidade e inclusão, e contribuindo para a formulação e avaliação de políticas públicas.
No mundo corporativo essa diretriz pode ser adaptada a partir da necessidade de antecipar expectativas sociais, deixou de ser CSR (Responsabilidade Social Corporativa).
O ensinamento principal desse pilar é: os dados são espelhos da sociedade e empresas que não se enxergarem nesse espelho ficarão obsoletas.
Incorporar a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental nas atividades da organização, tanto na produção de informação sobre meio ambiente quanto na gestão interna, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
ESG deixou um relatório anual agregador de valor e foi para o centro da estratégia.
O Plano de Trabalho do IBGE identifica que a responsabilidade socioambiental também está relacionada a obtenção de dados concretos, não é somente marketing, mas um diferencial para marcas no novo “capitalismo consciente”.
Fortalecer a presença regional do IBGE por meio de suas Superintendências Estaduais e Agências, garantindo que a produção e disseminação de informações reflita as realidades locais e regionais, e promovendo a participação de diferentes territórios no processo de produção de informação.
Adaptando para o setor privado, podemos entender que gigantes estão descobrindo que tamanho não é tudo, inteligência territorial sim.
Aprimorar a comunicação institucional e a disseminação de informação, tornando-as mais acessíveis, compreensíveis e úteis para diferentes públicos, inclusive por meio de novas plataformas digitais e materiais didáticos. Afinal, na era da “infoxicação”, clareza virou uma moeda rara e valiosa.
Dados bem comunicados criam impacto real, lição essencial para empresas que querem influenciar além de informar.
O RH ocupa papel central em processos de transformação organizacional. As mudanças propostas pelo IBGE refletem tendências que impactam diretamente a gestão de pessoas, como:
O Plano de Trabalho 2025 do IBGE destaca a IA como um elemento central para a modernização e integração dos sistemas de dados estatísticos no Brasil, tanto no âmbito público quando privado.
O documento enfatiza que o IBGE está passando por um “reposicionamento diante das profundas transformações” vividas pelo país, especialmente na transição para uma sociedade digital, em que a IA desempenha um papel estratégico para a produção e análise de um grande volume de informações.
Marcio Pochmann, afirmou que “o objetivo do Plano é organizar a instituição para a construção do Sistema Nacional de Geociências, Estatísticas e Dados (SINGED), integrando bancos de dados e utilizando inteligência artificial”. Abordagem que representa “um novo modo de se fazer” estatísticas, com a IA sendo utilizada para aprimorar a integração, análise e disseminação de conteúdos oficiais.
Além disso, o Plano funciona como uma espécie de diretriz para outros setores que também precisam adaptar suas operações para uma nova fase do mercado.
O IBGE projeta que, nos próximos anos, a IA será cada vez mais utilizada, por eles e por outros players, a partir de ações como:
Para o RH, as mudanças internas do IBGE e as sugestões de replicação em outras organizações funcionam como um termômetro das tendências que devem ser incorporadas ao setor.
Em primeiro lugar, a necessidade de atualização tecnológica se impõe: os departamentos de Recursos Humanos precisarão investir em softwares especializados, automação de tarefas repetitivas e ferramentas de inteligência artificial para agilizar rotinas administrativas e, principalmente, potencializar a análise de dados relacionados às pessoas. Essa transformação digital não é opcional, mas condição básica para manter a relevância estratégica, tanto da empresa quanto do RH.
Além disso, a gestão de talentos está se tornando cada vez mais orientada por dados. A integração de informações e o uso de analytics avançados permitem identificar lacunas de competências, prever tendências de turnover e alinhar o desenvolvimento de equipes às necessidades futuras da empresa.
Outro ponto importante é a promoção de uma cultura de inovação nas organizações. O exemplo do IBGE, que prioriza a transformação digital e a participação colaborativa, serve de incentivo para que o RH fomente ambientes mais dinâmicos, com treinamentos contínuos, programas de integração multidisciplinar e espaços que estimulem a cocriação.
Por fim, a atenção à diversidade e à regionalização ganha destaque. Assim como o IBGE amplia sua capilaridade para refletir as diferentes realidades locais, as empresas precisam adaptar suas políticas de inclusão e reconhecer que a diversidade, seja geográfica, cultural ou de perfis.
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