
Transformação digital no RH: como dados e IA podem mudar o futuro do trabalho
Entenda como a transformação digital está mudando o uso de dados e a forma de organizar o trabalho nas empresas.
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As mulheres são mais exigentes consigo mesmas ao pensarem sobre suas competências e aderências às vagas que vão se candidatar, ou a questão é mais complexa que isso? Segundo algumas pesquisas, os fatores que levam o público feminino a se candidatar menos a vagas de emprego, especialmente quando não atendem todos os requisitos, estão intrinsecamente relacionados a problemas estruturais do mercado em relação às profissionais. Além disso, a sub-representação feminina em cargos de liderança é outro fator decisivo para que elas se sintam menos encorajadas, afinal esse fato retrata uma combinação de barreiras culturais, diferentes níveis de cobrança para homens […]

As mulheres são mais exigentes consigo mesmas ao pensarem sobre suas competências e aderências às vagas que vão se candidatar, ou a questão é mais complexa que isso?
Segundo algumas pesquisas, os fatores que levam o público feminino a se candidatar menos a vagas de emprego, especialmente quando não atendem todos os requisitos, estão intrinsecamente relacionados a problemas estruturais do mercado em relação às profissionais.
Além disso, a sub-representação feminina em cargos de liderança é outro fator decisivo para que elas se sintam menos encorajadas, afinal esse fato retrata uma combinação de barreiras culturais, diferentes níveis de cobrança para homens e mulheres, e geram insegurança, perfeccionismo e outros desafios.
Vem com a gente entender!
No último ano, os níveis de desemprego caíram e o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou, mas mesmo neste cenário as mulheres continuam com menos direitos e oportunidades de trabalho, segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O estudo feito pelo Dieese indica que, entre as profissionais, há maiores taxas de desemprego e salários menores. Entre os dados mais relevantes podemos citar:
Além das atividades formais, uma parcela significativa das mulheres que estão no mercado de trabalho possuem outras ocupações não remuneradas, como: cuidados parentais, com idosos da família e outras tarefas domésticas.
Estima-se que elas gastem, em média, 21 dias a mais por ano em tarefas familiares e relacionadas ao lar do que os homens, fator que afeta sua disponibilidade para o mercado de trabalho e qualidade de vida.

Quando as mulheres conseguem superar as barreiras iniciais no mercado de trabalho, como taxas de desemprego mais altas e salários mais baixos, elas enfrentam novos desafios ao buscar ascender a cargos de liderança, como:
E esses problemas não são intrínsecos ao serviço público, empresas privadas também enfrentam desafios quando falamos sobre equidade de gênero, entre eles podemos citar:
As questões de gênero no mercado de trabalho brasileiro remontam a uma história de desigualdade antiga e reforçada durante séculos.
Historicamente, as mulheres foram relegadas a papéis domésticos e de cuidado, enquanto os homens dominavam o mercado de trabalho.
A partir da industrialização no Brasil, no início do século XX, elas começaram a ser incorporadas ao universo profissional, inicialmente em setores como a indústria têxtil e voltados em atividades manuais.
Os primeiros passos relacionados aos direitos trabalhistas das mulheres foram dados a partir da Constituição de 1934, que garantia direitos trabalhistas básicos para as trabalhadoras, como a proibição de diferenças salariais por gênero e proteção ao trabalho feminino.
No entanto, apesar desses avanços legais, as condições de trabalho das mulheres continuaram precárias, com jornadas exaustivas e salários inferiores aos dos homens.
A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) em 1943 reforçou esses direitos, mas a igualdade efetiva no mercado de trabalho ainda é um desafio.
Afinal, ainda em 2025 temos uma sociedade que perpetua estereótipos de gênero, que reforçam a segregação ocupacional e a desigualdade salarial, limitando as oportunidades de carreira das mulheres.
Essas barreiras históricas e culturais contribuem para que as mulheres sejam mais cautelosas ao se candidatarem a vagas, especialmente quando não atendem a todos os requisitos, porque refletem uma combinação de insegurança, perfeccionismo e consciência de que o mercado ainda é, majoritariamente, ocupado e liderado por homens.
Para mudar o cenário atual e promover a igualdade de gênero no mercado de trabalho, as empresas podem adotar diversas estratégias, como:
Além disso, é essencial criar um ambiente de trabalho que combata ativamente os vieses negativos contra as mulheres e incentive sua participação nas decisões importantes da empresa. Isso não só fortalece a inclusão, mas também amplia as perspectivas, promovendo um espaço mais justo e inovador.
Para isso, algumas ações são fundamentais:
Criar um ambiente mais igualitário não é só uma questão de justiça — é um passo essencial para o crescimento e a inovação das empresas.
A possibilidade de oferecer flexibilidade no horário de trabalho também pode ser essencial para ajudar algumas mulheres a equilibrarem suas responsabilidades profissionais e pessoais.
Programas de mentoria e capacitação para mulheres em cargos de liderança também são mais uma alternativa para acelerar a ascensão profissional feminina.
As empresas também devem se comprometer com metas ambiciosas de igualdade salarial, representatividade e equidade, currículos, por exemplo, devem ser analisados a partir de competências intrínsecas à posição, não perante o gênero.
Fique de olho aqui e confira mais matérias sobre equidade de gênero e liderança feminina.
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