
Novas lideranças: qual o perfil e como capacitar gestores para o que as empresas precisam agora?
Lideranças com capacidade de entregar resultados ganham a preferência em 2026 depois de um período focado no desenvolvimento de soft skills.
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Como saber quais são os caminhos favoráveis para um profissional crescer dentro de uma empresa? Responder a essa pergunta é o que se propõe um plano de carreira bem definido. E esse mapeamento, que guia a experiência de ascensão de um trabalhador durante a trajetória em uma organização, é cada vez mais importante em um mercado de trabalho impactado por questões significativas nos últimos anos, como, por exemplo, a entrada definitiva da Inteligência Artificial e o estabelecimento da Geração Z, que em 2025 representa 27% da força global de trabalho. É necessário ressaltar que, ao elaborar um plano de desenvolvimento […]

Como saber quais são os caminhos favoráveis para um profissional crescer dentro de uma empresa? Responder a essa pergunta é o que se propõe um plano de carreira bem definido.
E esse mapeamento, que guia a experiência de ascensão de um trabalhador durante a trajetória em uma organização, é cada vez mais importante em um mercado de trabalho impactado por questões significativas nos últimos anos, como, por exemplo, a entrada definitiva da Inteligência Artificial e o estabelecimento da Geração Z, que em 2025 representa 27% da força global de trabalho.
É necessário ressaltar que, ao elaborar um plano de desenvolvimento e crescimento, beneficiam-se tanto o profissional, que desse modo tem maior perspectiva e segurança para o futuro, quanto o empregador, que consegue maximizar o potencial de seus colaboradores, formalizando isso dentro do Employee Experience e em total sinergia em relação aos pilares da felicidade corporativa.
Bora ver como desenhar o planejamento ideal aos profissionais da sua empresa?
Como o próprio nome diz, o plano de carreira é uma espécie de guia que ajuda a definir objetivos profissionais que serão alcançados ao longo de uma jornada profissional.
No caso do plano de carreira pessoal, ele parte do próprio trabalhador e o que ele espera de seu futuro profissional.
Já o plano de carreira empresarial, ou seja, aquele que é planejado pela organização, é diferente.
É por meio dele que se define as possibilidades de evolução nas funções e quais são as competências necessárias para se alcançar determinadas posições hierárquicas em curto, médio e longo prazo, em um movimento de alinhamento dos objetivos da empresa aos do indivíduo.
Ao proporcionar aos colaboradores a oportunidade de se aperfeiçoarem por meio da educação corporativa e de outras ferramentas que potencializam o aprendizado, o plano de carreira é formulado para fazer com que a empresa consiga captar novos talentos.
Conseguir manter os profissionais mais talentosos, sem que eles sejam atraídos pelos concorrentes, é somente um dos benefícios do plano de carreira para as empresas.
Outras vantagens desse modelo de planejamento são:
Quando há por parte da empresa um plano de carreira interno, o colaborador também se beneficia de algumas maneiras, obtendo:
As características de um plano de carreira empresarial e a maneira como será realizada essa implementação, são questões muito influenciadas por certos aspectos da organização, entre eles: o tamanho, o segmento de mercado e a cultura organizacional.
Dentro da área de atuação, por exemplo, enquanto empresas de tecnologia podem priorizar planos de carreira com foco em habilidades técnicas, no varejo os planos geralmente são voltados à progressão operacional, como de vendedor para gerente.
Já em relação ao tamanho da empresa, as de menor porte e que apresentam estrutura hierárquica com menos níveis devem realizar planos mais simples, focados no desenvolvimento de competências mais abrangentes.
Por sua vez, em empresas maiores e com estruturas mais robustas, são necessários planos de carreira bem desenhados, que compreendem programas de liderança e oportunidades de especialização.
Mas no geral, planos de carreira devem ser desenhados a partir dos seguintes pontos:

Um dos maiores desafios atuais da gestão de pessoas em relação ao plano de carreira é entender o que busca a nova geração no contexto profissional.
Se os trabalhadores das décadas passadas procuravam ficar por anos na mesma empresa e ter estabilidade, aqueles que estão entrando agora no mercado de trabalho, em específico a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010), têm outras maneiras de observar isso, indo além de questões salariais e de progressão de cargos.
Uma prova disso é que foi a partir de profissionais da GenZ que surgiram movimentações pós-pandemia, como o quiet quitting, e as críticas e a luta pelo fim da escala 6×1, entre outras ações que questionam a hiperprodutividade.
Desse modo, o time de Recursos Humanos deve trabalhar no sentido de entender o que essa galera valoriza em relação ao trabalho, como:
Existem diversos tipos de planos de carreira, e é importante conhecer cada um deles antes de ver qual se encaixa melhor com o perfil da empresa. Veja:
Inspirado no desenho da própria letra, esse plano de carreira oferece duas possibilidades de crescimento, sendo uma delas a trilha técnica, com foco em especialização e sem precisar assumir cargos de liderança, e a da gestão, em que a evolução tem como objetivo cargos de liderança e gerenciamento de equipes.
Esse modelo se coloca como importante para a manutenção de talentos, uma vez que nem todo profissional almeja executar um cargo de gestão ou tem aptidão para isso, podendo assim seguir uma área de especialização.
Também seguindo a ideia do formato da letra, a carreira em W traz três possibilidades de cargos para os profissionais:
O plano de carreira horizontal é focado no desenvolvimento de novas competências e na mobilidade entre áreas ou funções no mesmo nível hierárquico.
Mesmo com todos os funcionários no patamar de hierarquia, isso não impede de que haja reconhecimentos ou aumentos salariais devido a um bom desempenho.
Esse tipo de plano de carreira, baseado na ascensão hierárquica, é o mais tradicional, mas tem perdido espaço por ser considerado muito engessado, contribuindo para situações em que a concorrência pode deixar o ambiente tóxico, já que para alguém subir, outro precisa sair – ou ao menos continuar a escalada para cargos mais altos.
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