
Transformação digital no RH: como dados e IA podem mudar o futuro do trabalho
Entenda como a transformação digital está mudando o uso de dados e a forma de organizar o trabalho nas empresas.
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Normas IFRS S1 e S2 padronizam a divulgação de dados financeiros ligados à sustentabilidade e ao clima.

A agenda de sustentabilidade corporativa entrou em uma nova fase com a implementação das normas IFRS S1 e IFRS S2. Elas representam uma mudança na forma como as empresas divulgam informações ao mercado e estabelecem um novo padrão de transparência sobre temas de sustentabilidade e clima.
As novas normas chegam em um momento em que o Brasil vive um paradoxo. De acordo com a pesquisa ESG Latin America Landscape 2025, realizada pela RSM, 85% das empresas brasileiras afirmam que avançar em governança corporativa e/ou gestão de riscos ESG é sua prioridade máxima para este ano.
Por outro lado, apenas 40% das empresas têm um líder dedicado à sustentabilidade, criando um “apagão de liderança”.
Entenda no texto a seguir o que são as normas IFRS, como elas impactam o ESG e por que as empresas precisam desse “braço operacional” para atingir os objetivos.
As International Financial Reporting Standards (IFRS), ou Normas Internacionais do Relatório Financeiro em português, são um conjunto de diretrizes criadas para padronizar a forma como as empresas apresentam suas demonstrações financeiras.
As IFRS são adotadas em mais de 140 países, incluindo o Brasil. No país, a adoção passou a ocorrer a partir de 2010, com adaptações das normas internacionais à realidade brasileira.
A IFRS S1 é uma norma criada para padronizar a divulgação de dados financeiros ligados à sustentabilidade. O objetivo é facilitar a análise e comparação de informações.
A norma apresenta diretrizes para a comunicação de riscos e oportunidades ligados às pautas ESG (ambientais, sociais e de governança).
Já a norma IFRS S2 estabelece requisitos para a divulgação de informações sobre os riscos e oportunidades relacionados ao clima. O foco está no impacto financeiro, exigindo das empresas que reportem como os fatores climáticos podem impactar o fluxo de caixa ou acesso a financiamentos.
Neste contexto, a norma se direciona à transparência na governança, estratégias do negócio e processos relacionados ao clima. Isso permite que investidores avaliem o posicionamento climático das organizações.
Conforme a pesquisa ESG Latin America Landscape 2025 demonstrou, as empresas com uma liderança dedicada à sustentabilidade ainda são minoria no Brasil. Apenas 13% das empresas se consideram preparadas para lidar com a IFRS S1 e S2.
Esse gargalo se reflete nos desafios técnicos reportados: 50% das empresas brasileiras relatam dificuldades em medir KPIs ESG ou falta de capacidade técnica interna. Especificamente, 34,8% apontam a complexidade dos indicadores como barreira e 28,3% citam a falta de equipe qualificada.
"Isso gera um cenário onde a cobrança por conformidade é alta, mas a capacidade interna de entrega ainda está em formação. Sem uma liderança definida e dedicada nas empresas, muitas acabam tratando o tema apenas sob a ótica defensiva do risco e não da oportunidade de negócio", analisa Marcelo Conti, sócio-líder de Consultoria e ESG da RSM no Brasil.
Ainda de acordo com o estudo, 76% das companhias consideram prioritário reduzir as emissões de gases poluentes. O foco prático é a mensuração: 34,8% das empresas nacionais já colocam a medição e redução de Gases de Efeito Estufa (GEE) como meta central.
A adaptação às novas normas IFRS exige uma cultura de integração entre as áreas. O primeiro passo é estruturar o ESG dentro da empresa. Isso inclui definir processos, responsáveis e critérios de acompanhamento.
Um dos maiores desafios apontados pelas empresas está em medir os indicadores ESG. Por isso, é necessário mapear quais KPIs são relevantes para a organização e identificar métricas estratégicas.
Com os KPIs definidos, o RH, em conjunto com outras áreas da empresa, passa a desenvolver a construção e acompanhamento dos indicadores.
O RH pode contribuir com a definição de metas estratégicas específicas para avançar no desempenho de ESG. Para que esses critérios tenham efetividade, os processos precisam estar incorporados em todos os níveis da empresa.
Isso inclui incorporar o ESG na estratégia de negócios, nas políticas e práticas de Recursos Humanos, no relacionamento com fornecedores e na gestão cotidiana.
Vale ainda mencionar que o acompanhamento contínuo de dados e relatórios é fundamental para avaliar o impacto das medidas e fazer correções, caso haja necessidade.
Embora muitas empresas ainda enxerguem as IFRS de ESG apenas como obrigação regulatória, existe um ponto importante: as organizações que conseguem estruturar ESG de forma consistente tendem a ganhar vantagem competitiva.
Isso ocorre porque investidores, consumidores e talentos estão cada vez mais atentos a práticas sustentáveis e transparentes. Quando uma empresa consegue ter indicadores positivos, aumentam as suas chances de atrair investimentos, fortalecer a reputação e reter mais profissionais qualificados.
Mais do que cumprir exigências regulatórias, as IFRS representam um passo para evitar que o ESG seja apenas um discurso. As normas fazem parte de um processo para que esses elementos estejam inseridos nas organizações. E issoo passa diretamente pelo RH.
Muita gente não percebe, mas os benefícios corporativos possuem relação direta com o ESG. Eles impactam na saúde, segurança alimentar, bem-estar financeiro e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.
Além disso, programas estruturados de alimentação e qualidade de vida podem fortalecer indicadores sociais importantes para relatórios ESG. No caso do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), por exemplo, benefícios como o vale-refeição e vale-alimentação criam uma conexão entre saúde e responsabilidade social.
Com benefícios bem estruturados, a empresa consegue organizar indicadores sociais e os cuidados com as pessoas de forma prática. Isso facilita a organização de evidências e indicadores sociais ligados ao ESG. Quer saber mais sobre o assunto? Confira outros conteúdos no Blog da Alelo sobre o tema.
A IFRS S1 é uma norma criada para padronizar a divulgação de dados financeiros ligados à sustentabilidade. O objetivo é facilitar a análise e comparação de informações.
A IFRS S2 estabelece requisitos para a divulgação de informações sobre os riscos e oportunidades relacionados ao clima. O foco está na materialidade financeira, exigindo das empresas que reportem com os fatores climáticos podem impactar o fluxo de caixa ou acesso a financiamentos.
A adaptação às novas normas IFRS exige uma cultura de integração entre as áreas. Isso inclui definir processos, responsáveis e critérios de acompanhamento de indicadores (mapear os KPIs).
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