
Novas lideranças: qual o perfil e como capacitar gestores para o que as empresas precisam agora?
Lideranças com capacidade de entregar resultados ganham a preferência em 2026 depois de um período focado no desenvolvimento de soft skills.
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Todos os anos o executivo Larry Fink, um dos capitalistas mais influentes do mundo à frente da gestora de fundos BlackRock, publica uma carta destinada aos CEOs. Em 2022, ele abriu seu texto, que acaba ditando as tendências do ano, discutindo as relações de trabalho e colocando o CEO e o trabalho realizado pelo RH como fatores verdadeiramente críticos para a boa performance das companhias. Na carta, publicada no site da gestora, Larry Fink afirma: “Colocar o propósito de sua empresa na base de seus relacionamentos com seus stakeholders é fundamental para o sucesso a longo prazo”. E isso não […]

Todos os anos o executivo Larry Fink, um dos capitalistas mais influentes do mundo à frente da gestora de fundos BlackRock, publica uma carta destinada aos CEOs. Em 2022, ele abriu seu texto, que acaba ditando as tendências do ano, discutindo as relações de trabalho e colocando o CEO e o trabalho realizado pelo RH como fatores verdadeiramente críticos para a boa performance das companhias.
Na carta, publicada no site da gestora, Larry Fink afirma: “Colocar o propósito de sua empresa na base de seus relacionamentos com seus stakeholders é fundamental para o sucesso a longo prazo”.
E isso não é exatamente uma novidade. Especialmente entre os mais jovens, as conversas sobre carreiras não têm mais o pilar do sucesso financeiro como base principal. Os profissionais se ancoram no tal propósito para embasar as conversas e as escolhas.
Esse é um caminho sem volta. É claro que o equilíbrio financeiro é necessário, mas as pesquisas apontam uma tendência pela busca por fazer a diferença — e compactuam com o ponto de vista de Larry Fink.
A pandemia ajudou a escancarar isso. Um levantamento publicado na McKinsey Quartely mostrou que mais de 15 milhões de trabalhadores americanos deixaram seus empregos desde abril de 2021 – sem que seus empregadores saibam bem o motivo. Mesmo porque são vários — e vão muito além de salários e benefícios.
“Eles querem um renovado senso de propósito em seu trabalho. Eles querem conexões sociais e interpessoais com seus colegas e chefes. Eles querendo o sentimento de compartilhar de uma mesma identidade, senso de propósito, desejo de sentir que compartilham de uma mesma identidade”, afirma o texto publicado na McKinsey Quartely.
A necessidade de escancarar os propósitos é evidente. Segundo um artigo publicado pela Harvard Business Review, 9 em cada 10 americanos entrevistados ganhariam menos em troca de um trabalho mais significativo. Ou seja, a busca por algo mais profundo já é uma realidade na maioria dos profissionais.
No Brasil, a tendência é a mesma. O relatório Protegendo o Futuro do Trabalho, do CEBRAC (Centro Brasileiro de Cursos) mostrou que 53% dos brasileiros querem mudar de profissão após a pandemia. A principal motivação é a busca pelo equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional segundo o estudo, seguido de melhoria salarial, função mais significativa, diminuição de horas trabalhadas e mais prazer no trabalho.
Isso não quer dizer, é claro, que a parte financeira não importa. Pelo contrário, segundo a escola de negócios IMD da Suíça, empresas que procuram se conectar com demandas da sociedade têm vantagens competitivas que podem elevar suas receitas em até 17%. Ou seja, o encontro de muitos propósitos tende a ser muito bom — e lucrativo.
Como isso é sentido na sua empresa? Consegue enxergar esse direcionamento nos profissionais mais jovens? Vale a reflexão e o esforço de encontrar o propósito da empresa, seja ele qual for.
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