
Benefícios flexíveis: guia completo para empresas que querem atrair e reter talentos
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Nesta terça-feira (19) no palco do Alelo Talk, um espaço no centro do estande da Alelo, dedicado à troca de ideias de alto impacto, Carol Ferreira, Diretora de Gente e ASG da Alelo, bateu um papo com a jogadora Tamires, atleta da seleção brasileira de futebol feminino e embaixadora do programa Estrelas, que promove o desenvolvimento de jovens mulheres no esporte e na vida, no qual a Alelo é patrocinadora oficial. O bate-papo revelou desafios, conquistas e a força da mulher em espaços historicamente dominados por homens, trazendo inspiração e lições valiosas para todos. Bora saber tudo o que rolou […]

Nesta terça-feira (19) no palco do Alelo Talk, um espaço no centro do estande da Alelo, dedicado à troca de ideias de alto impacto, Carol Ferreira, Diretora de Gente e ASG da Alelo, bateu um papo com a jogadora Tamires, atleta da seleção brasileira de futebol feminino e embaixadora do programa Estrelas, que promove o desenvolvimento de jovens mulheres no esporte e na vida, no qual a Alelo é patrocinadora oficial.
O bate-papo revelou desafios, conquistas e a força da mulher em espaços historicamente dominados por homens, trazendo inspiração e lições valiosas para todos. Bora saber tudo o que rolou nessa conversa?
Tamires iniciou sua história no futebol como muitas outras meninas da sua geração: sem estrutura, sem referências femininas e enfrentando resistência. “Em 2004 entrei no Juventus e comecei minha carreira no campo. Passei por muitos clubes até a maternidade”, contou.
Mãe aos 21 anos, ouviu de pessoas próximas que sua carreira havia terminado. “Me falaram: ‘Acabou o futebol pra você. Agora você vai ser mãe, dona de casa, e é isso.’ Mas eu falei: ‘Eu não vou aceitar isso.’” E não aceitou.
Durante o período em que ficou afastada dos gramados, Tamires reforçou sua fé e buscou forças para retornar.
“Fiquei mais de um ano sem jogar. Depois tentei voltar ao Atlético Mineiro, mas tive resistência. Parei de novo. Só que depois eu voltei de novo. Porque ser mãe não me limita. Muito pelo contrário, me fortalece.”
Quando questionada sobre como inspirar outras jogadoras, Tamires foi direta: “Eu não sou aquela líder que grita. Gosto de liderar com ações. Chego dentro de campo, olho para minha companheira e digo: ‘Você pode.’”
Durante o papo, ela também destacou a importância da consistência: “Já vi atletas muito talentosas que não conseguiram realizar seus objetivos por falta de consistência. É a microdose diária que faz a diferença.”
Para Tamires, o futebol ensina lições que se aplicam ao mundo corporativo. “No esporte coletivo, o que faz a diferença é a comunicação. A gente conversa muito. E quando erra, revê os vídeos, analisa junto, fala sobre como melhorar. Isso é essencial em qualquer ambiente de trabalho.”
Carol completou: “Na liderança é a mesma coisa. A gente desenvolve, treina, porque quer o bom resultado. Mas o resultado só acontece com as pessoas.”
Tamires falou com carinho sobre sua atuação como embaixadora do Estrelas, projeto apoiado pela Alelo: “Tudo que eu vivi lá atrás está se concretizando agora. E eu posso passar isso para elas.”
Com três anos de existência, o projeto já impactou mais de 3 mil meninas. “Talvez nem todas vão ser jogadoras profissionais, mas ali elas aprendem a ser mulheres fortes, a respeitar o outro, a conviver com pessoas.”
Ela também abordou um dos maiores desafios: a ausência de apoio familiar. “Recebemos meninas que dizem: ‘meus pais não gostam que eu jogue.’ Semana passada, uma menina foi ao nosso hotel escondida porque o pai dela não aprova. Isso dói. Mas eu disse a ela: ‘Você talvez não tenha o apoio dos seus pais, mas tem o nosso. Tem os professores, os profissionais. Tem uma rede.’”
Poucos sabiam. Mas agora todos sabem: em 2027, o Brasil sediará a Copa do Mundo de Futebol Feminino. “A gente precisa divulgar isso. Boca a boca funciona”, reforçou Tamires. Para ela, o engajamento precisa começar agora, com visibilidade, investimento e incentivo à liga nacional.
“É sobre pessoas. Quando você começa a acompanhar as jogadoras, você torce não só pelo clube, mas por quem está lá dentro”, disse.
Carol fez um chamado às empresas: “Na Copa masculina, a gente para a empresa, põe o jogo nas TVs. Por que não fazer isso em 2027? Vamos valorizar o futebol feminino. As empresas também têm responsabilidade nisso.”
Com humildade e consistência, Tamires mostra que é possível transformar desafios em propósito. “Cada dia conta. É no pouquinho a mais que você faz que você chega. E quando chega, manter também exige esforço. Mas vale a pena.”
Para a Alelo, apoiar iniciativas como o projeto Estrelas é parte de um compromisso maior: dar visibilidade ao talento, à diversidade e à construção de um futuro mais inclusivo, no esporte, nas empresas e na sociedade.
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