
Benefícios flexíveis: guia completo para empresas que querem atrair e reter talentos
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O vício em apostas online, como as bets (casas de apostas virtuais) e os cassinos digitais, atrapalham a sociedade como um todo e no contexto organizacional não é diferente. Como acolher o profissional que está passando por essa situação e evitar que isso prejudique a organização foi o centro do debate do “Alelo Talk #9 Painel Saúde Mental – Quando o Passatempo Vira Vício”, que ocorreu durante o segundo dia do CONARH 2025 e reuniu Tiago Velloso (HR Business Partner Manager da Alelo), Tatiana Sendin e Matthias Wegener, ambos da Think Work Lab, parceira da Alelo. Bora ver mais? Vícios: […]

O vício em apostas online, como as bets (casas de apostas virtuais) e os cassinos digitais, atrapalham a sociedade como um todo e no contexto organizacional não é diferente.
Como acolher o profissional que está passando por essa situação e evitar que isso prejudique a organização foi o centro do debate do “Alelo Talk #9 Painel Saúde Mental – Quando o Passatempo Vira Vício”, que ocorreu durante o segundo dia do CONARH 2025 e reuniu Tiago Velloso (HR Business Partner Manager da Alelo), Tatiana Sendin e Matthias Wegener, ambos da Think Work Lab, parceira da Alelo.
Bora ver mais?
O painel começou com Thiago Velloso destacando a alarmante situação atual em relação ao vício em apostas, revelando ainda que o Brasil é apontado em pesquisas como o país mais ansioso do mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Temos visto uma tendência muito forte de impacto de saúde mental não somente nas empresas, mas na sociedade como um todo. E precisamos olhar para isso, não somente do lado humano, mas isso também é um custo para as empresas”, argumentou o representante da Alelo.
Tatiana esclareceu que a pesquisa realizada pela Think Work sobre vícios em apostas teve como motivação uma curiosidade sobre as bets.
Segundo ela, nas comunidades de RH do qual eles participam, é comum depoimentos sobre pedidos de empréstimo por parte dos colaboradores para cobrir dívidas de jogo. Outros vícios comportamentais e até mesmo químicos, também precisaram ser analisados durante a pesquisa.
Já Matthias explicou que os bons hábitos, “comportamentos fora do horário de trabalho”, também foram analisados no estudo, como atividades de lazer e prática esportiva.
“O que vimos nos pontos negativos foi aquilo que as pessoas fazem de maneira passiva, sem muita reflexão, são os pontos que se mostraram piores”, disse.
A pesquisa liderada pela Think Work classificou os vícios em três categorias:
Segundo Tati, o vício de tempo de uso tem a ver com o tempo gasto fazendo uma determinada atividade “sem perceber”, principalmente relacionado ao tempo de tela.
“Caiu no whatsapp, a pessoa pensa ‘vou ficar só cinco minutinho’, mas vai ver, passou uma hora. Na Netflix, fica uma hora e meia e não escolheu nada para assistir. No mercado corporativo não é diferente, como o hábito de olhar a caixa de e-mail a toda hora, por exemplo. Isso resulta que a gente fica mais cansado, não consegue desligar, prejudica o sono, etc”, explicou.
Aumento de dívidas e perda de concentração no trabalho, em vários graus, foram os principais problemas apontados pela pesquisa sobre vício em apostas, realizada pela Think Work.
“O vício em apostas é considerado uma doença, e o número de afastamentos pelo INSS por esse motivo cresceu 24 vezes entre 2023 e 2025”, destacou Tati.
Ela salientou ainda que esse é um problema grave que afeta não apenas as pessoas, mas todos ao redor, especialmente familiares. Em casos mais graves, leva inclusive ao suicídio.
“Quando fizemos a pesquisa, ninguém se via como viciado. Eles falavam: ‘eu paro quando quiser’. Sabemos que não é bem assim, quem está no comportamento obsessivo não vê assim. Por isso, as empresas precisam trazer isso em pauta de maneira muito delicada”.
A pesquisa também mostrou que a maioria dass pessoas não sentem que precisam reduzir o vício em apostas.
De acordo com Matthias, apenas 7% dos entrevistados afirmaram que o costume de apostar estava indo longe demais. “Realmente as pessoas não percebem, é algo muito sensível. Precisamos estimular isso de alguma forma, e trazer essa consciência para as pessoas, mesmo que seja com mecanismos mais fortes”, explicou.
Segundo os representantes da Think Work, as empresas devem abordar o tema de forma proativa. As medidas incluem:
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