
Quais são os indicadores que todo empresário deveria analisar no seu negócio?
Funil de vendas, ciclo de caixa e lucro líquido são alguns dos principais indicadores no mundo do empreendedorismo.
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Dados divulgados pelo Serasa Experian revelam que no primeiro semestre de 2024, 1.014 pedidos de recuperação judicial foram efetuados, mas por que isso é uma preocupação? Comparando com o mesmo período de 2023, houve um aumento de 71,0% desse número, e esses dados demonstram algumas tendências sobre o mercado brasileiro. Bora entender quais são elas? Entendendo o cenário O aumento dos pedidos de recuperação judicial reflete um cenário desafiador para as empresas brasileiras, independentemente do porte. Afinal, este é o número mais elevado para o período desde o início da coleta desses dados, em 2005. E quais são as principais […]

Dados divulgados pelo Serasa Experian revelam que no primeiro semestre de 2024, 1.014 pedidos de recuperação judicial foram efetuados, mas por que isso é uma preocupação?
Comparando com o mesmo período de 2023, houve um aumento de 71,0% desse número, e esses dados demonstram algumas tendências sobre o mercado brasileiro.
Bora entender quais são elas?
O aumento dos pedidos de recuperação judicial reflete um cenário desafiador para as empresas brasileiras, independentemente do porte.
Afinal, este é o número mais elevado para o período desde o início da coleta desses dados, em 2005.
Ao analisar o estudo do Serasa, há algumas características comuns que a maioria das empresas que entraram com pedidos de recuperação judicial compartilham, como:
Os juros praticados atualmente são um dos principais fatores de impacto no valor do crédito para as empresas.
Taxas mais elevadas tornam os empréstimos e financiamentos mais caros, o que pode acabar dificultando o acesso ao capital necessário para investimentos e expansão dos negócios ou para o enfrentamento de crises.
E isso acontece porque o aumento do custo de capital eleva as despesas financeiras das empresas, reduzindo suas margens de lucro e desacelerando o crescimento.
Dados do Serasa, de maio de 2024, revelam que 6,9 milhões de CNPJs apresentavam registros de débitos, e a tendência é de que, até o momento, este número tenha aumentado.
O alto índice de empresas inadimplentes pode ser entendido como um reflexo das dificuldades enfrentadas em relação aos compromissos financeiros.
E, a persistência desse cenário pode levar a um ciclo, em que as empresas inadimplentes têm ainda mais dificuldade em obter crédito, comprometendo possibilidades de investimento, crescimento e capacidade de passar por períodos de crise.
Variações na inflação têm efeitos diretos sobre o poder aquisitivo e o consumo.
Quando a inflação sobe, os preços de bens e serviços aumentam e, muitas vezes, os salários dos consumidores não acompanham essa variação.
O que reduz o poder de compra da população, fazendo com que essas pessoas precisem priorizar gastos essenciais, adiando gastos secundários, impactando negativamente setores como o varejo e a prestação de serviços.
O contexto econômico atual tem levado empresas a considerarem diferentes estratégias de reorganização financeira.
Entre os responsáveis por isso, podemos citar as altas taxas de juros, inflação persistente e incertezas no cenário global, influenciadas pela escassez de matéria-prima, questões climáticas e conflitos políticos e sociais.
Por isso, diante deste cenário, que não é exclusivamente brasileiro, as empresas precisam trabalhar para se adaptar e superar desafios financeiros, buscando alternativas para reduzir custos, aumentar a eficiência e manter a competitividade.

Para que os pedidos de recuperação judicial diminuam, o primeiro passo é reverter a tendência de inadimplência, que é um dos principais motivadores para esses requerimentos.
O economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, prevê que 2024 pode superar o patamar de insolvência de 2016, que até então era considerado o auge dos pedidos de apoio legal para reorganizar as finanças corporativas.
Em resposta a essa situação, o governo federal lançou iniciativas como o Programa Acredita, com o objetivo de apoiar os pequenos empreendedores a partir de medidas de estímulo e facilitação de crédito para os negócios.
Além disso, foi anunciado um programa de renegociação de dívidas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, apelidado de “Desenrola”.
Essas medidas buscam aliviar a pressão financeira sobre as empresas brasileiras e estimular a recuperação econômica.
Embora fatores externos, como a economia nacional e global e as mudanças no mercado possam contribuir para dificuldades financeiras, existe outro fator extremamente sensível que também é responsável pelo aumento no número de pedidos de recuperação judicial: a gestão ineficaz de pessoas e recursos.
Decisões equivocadas, como gastos excessivos, falta de planejamento estratégico, má administração do fluxo de caixa, problemas de clima interno e alta taxa de turnover, podem levar empresas a situações insustentáveis.
A ausência de controles financeiros adequados, auditorias periódicas e revisões constantes dos planos de negócios aumentam a vulnerabilidade das organizações.
Muitas vezes, gestores e empresários se mostram relutantes em reconhecer problemas operacionais, atribuindo as dificuldades principalmente a fatores externos como altas taxas de juros, mas nem sempre ele é o vilão.
Em alguns casos, o negócio começa a apresentar resultados negativos antes mesmo de afetar o capital.
E, esta negação pode impedir a implementação de medidas corretivas precoces, agravando a situação financeira e tornando a recuperação judicial inevitável.
Continue navegando pela Alelo e veja outros conteúdos que podem te ajudar a evitar as dívidas e fazer escolhas mais assertivas para o seu negócio.
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