
Sinal de alerta para pequenas empresas: turnover alto traz custos, atrapalha os resultados e afasta os talentos
Fator de preocupação, turnover acima da média traz custos, atrapalha os resultados e afasta os talentos das empresas menores.
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Design em reverso aponta uma nova forma de pensar na solução de problemas nas empresas utilizando IA e otimizando o investimento na tecnologia.

A IA (Inteligência Artificial) já deixou de ser uma tecnologia distante para ser parte do dia a dia da maioria das empresas. Afinal, como resistir à capacidade de automatizar tarefas repetitivas para ter maior agilidade nas tarefas diárias?
No entanto, apesar do entusiasmo em torno da tecnologia, a adoção prática da IA para funções corporativas no RH ainda enfrenta desafios.
Segundo um estudo do NBER (National Bureau of Economic Research), 70% das empresas já adotaram alguma ferramenta de inteligência artificial. Porém, mais de 80% dos executivos destas empresas não enxergaram impacto significativo na produtividade ou no lucro.
Mas por que isso acontece? Em muitos casos, o problema não está na tecnologia, mas sim na forma como ela é aplicada. Nesse contexto, a estratégia de “Design em Reverso” propõe uma mudança na forma de utilizar a ferramenta.
Quer saber como essa metodologia ajuda a aumentar o ROI (retorno sobre o investimento) do uso da inteligência artificial no RH? Então bora conferir no texto a seguir.
O design em reverso parte de uma lógica diferente da tradicional. Normalmente, quando as empresas pensam em implementar a IA, o raciocínio segue este caminho:
1º - A empresa adota uma tecnologia.
2º - Procura por processos onde ela pode ser aplicada.
3º - Testa e analisa os resultados.
4º - Ajusta a aplicação conforme a necessidade.
Esse modelo pode gerar iniciativas interessantes, mas muitas vezes resulta em projetos desconectados da realidade do negócio.
O design em reverso propõe inverter essa lógica. A abordagem começa pelo resultado final desejado e trabalha “de trás pra frente” para identificar processos, decisões e tecnologias que serão necessários para fazer com que esse resultado aconteça.
A adoção da IA no departamento de recursos humanos costuma esbarrar em três desafios principais. O primeiro deles é a falta de conexão com processos reais. Embora diversas atividades possam ser automatizadas, muitas ainda dependem da análise humana.
Outro erro comum é tornar a tecnologia um ponto de partida. O risco disso é criar soluções interessantes, mas que pouco contribuem para o dia a dia da empresa.
Por fim, sem um objetivo claro desde o início, fica difícil medir o real impacto da IA em indicadores, como produtividade e eficiência operacional, por exemplo. Em todos esses casos, o design em reverso ajuda a superar essa barreira, conectando a ferramenta ao resultado final.
É possível saber se um investimento está dando retorno de forma objetiva? A resposta é: sim! O ROI (sigla em inglês para “Return on Investment”) é uma métrica que permite ao RH compreender o impacto financeiro dos investimentos realizados em diversos canais, incluindo a inteligência artificial.
A gente pode calcular usando a seguinte fórmula:
ROI (%) = [(receita - custo) / custo] x 100
Exemplo: imagine que o investimento na aplicação da IA em diversos níveis da empresa tenha sido de R$ 10 mil e que a receita proporcionada por ela, com economia em processos, tenha sido de R$ 100 mil. Dessa forma, temos:
ROI (%) = [(100.000 - 10.000) / 10.000] x 100
ROI (%) = 900%
Neste exemplo, o retorno sobre o investimento foi de nove vezes o investimento inicial. Caso o resultado seja negativo, significa que a aplicação da ferramenta não está compensando o investimento inicial.
Utilizando os princípios da metodologia de design em reverso, o RH deve primeiro identificar quais resultados requerem consistência absoluta. Por exemplo: garantir que todos os colaboradores recebam seus benefícios corretamente e no prazo.
Com o objetivo definido, o próximo passo é entender o que precisa acontecer para que o resultado desejado seja alcançado. Nesse exemplo, o RH vai precisar reunir dados cadastrais atualizados, validar a elegibilidade e ter um canal de comunicação com o colaborador.
Todas essas informações vão alimentar a IA. Dessa forma, fica mais fácil perceber onde ela entra, não é mesmo? A ferramenta poderá validar se os dados são consistentes de forma automática, corrigir erros em lançamentos e automatizar a comunicação com os funcionários por e-mail e aplicativos de mensagem.
Essas ações otimizam o tempo do profissional de RH, que pode se dedicar a executar tarefas mais estratégicas. A comunicação também garante mais transparência no compartilhamento de informações relevantes entre todos os colaboradores.
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