
Novas lideranças: qual o perfil e como capacitar gestores para o que as empresas precisam agora?
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Uma coisa é fato: ninguém que está excessivamente endividado vive em paz. O estresse resultado de uma ou várias dívidas afeta todos os aspectos do dia a dia de uma pessoa, causando um enorme desgaste emocional e intranquilidade, e isso inclui a produtividade no trabalho, que pode despencar. O estudo “The Employer’s Guide to Financial Wellbeing”, realizado no Reino Unido com mais de 10 mil trabalhadores, apontou que funcionários endividados ou que têm preocupações com dinheiro produzem, em média, 15% menos do que seus colegas. E as empresas já entenderam que é melhor prevenir a possibilidade de os colaboradores enfrentarem […]

Uma coisa é fato: ninguém que está excessivamente endividado vive em paz. O estresse resultado de uma ou várias dívidas afeta todos os aspectos do dia a dia de uma pessoa, causando um enorme desgaste emocional e intranquilidade, e isso inclui a produtividade no trabalho, que pode despencar.
O estudo “The Employer’s Guide to Financial Wellbeing”, realizado no Reino Unido com mais de 10 mil trabalhadores, apontou que funcionários endividados ou que têm preocupações com dinheiro produzem, em média, 15% menos do que seus colegas.
E as empresas já entenderam que é melhor prevenir a possibilidade de os colaboradores enfrentarem problemas financeiros, do que precisar correr atrás do prejuízo quando o endividamento já se transformou em uma bola de neve, ou até mesmo ignorar a gravidade do assunto.
Veja a seguir maneiras de detectar problemas financeiros com seus funcionários e como o time de Recursos Humanos deve agir para que ninguém fique devendo na praça.
Bora lá?
Poucos são aqueles que têm dinheiro na conta bancária para realizar sonhos como comprar a casa própria, trocar o carro por um modelo mais novo ou levar a família para viajar pelo exterior.
É comum que, para isso, as pessoas recorram a empréstimos, financiamentos, uso de cartões de crédito, cheques especiais, entre outros meios de crédito.
As dívidas atingem uma parcela significativa da população brasileira. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em maio de 2024 a proporção de famílias com contas a vencer chegou a 78,8%, apontou a “Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor” (Peic).
A partir disso, é preciso separar os endividados em dois grupos:
Aqueles que estão nesse grupo contraíram uma dívida para investir em algo que traga retorno financeiro ou aumento de patrimônio, sem comprometer excessivamente o orçamento ou a estabilidade financeira.
Alguns exemplos de uso consciente do dinheiro em um endividamento saudável são:
Para entrar nessa categoria, é fundamental que o valor da dívida e as condições de pagamento, como parcelas, prazos e juros, sejam adequados à realidade financeira da pessoa, sem comprometer mais do que uma parte viável da renda.
Outra característica nos casos de endividamento saudável é que, ao pagar as dívidas de maneira responsável, é construído um bom histórico de crédito, o que provavelmente vai facilitar a obtenção de novos empréstimos com condições mais vantajosas no futuro.
O endividamento excessivo, também conhecido como superendividamento, é quando o compromisso financeiro se transforma em um imenso emaranhado de parcelas e juros.
Nessa situação de inadimplência, de caráter absolutamente negativo, o indivíduo não consegue pagar suas dívidas sem comprometer o mínimo para a sua existência, como alimentação, transporte e moradia.

Entre as principais causas do endividamento em excesso estão:
Um problema que tem crescido e afetado até mesmo a economia das famílias brasileiras é o excesso de pessoas adeptas de apostas em plataformas de jogo online.
Empresários têm relatado que funcionários viciados nos jogos chegam até a pedir demissão para acessar recursos do FGTS para pagar dívidas.
Segundo dados do Banco Central, aproximadamente 24 milhões de pessoas físicas participaram de jogos de azar e apostas online. Foram cerca de R$ 20 bilhões por mês em apostas online nos primeiros oito meses de 2024.
Oferecer apoio financeiro aos funcionários endividados ou evitar que eles caiam na armadilha das dívidas é um benefício para a empresa.
A saúde financeira contribui para um clima organizacional mais positivo, com funcionários que entregam maior produtividade e engajamento, e uma equipe menos propensa a desenvolver doenças relacionadas ao estresse e à saúde mental em dia.
Mas qual é a trilha para o Recursos Humanos conseguir ajudar os colaboradores em situação crítica de endividamento e, ao mesmo tempo, impedir que outros entrem nessa condição? Veja:
A aplicação de uma pesquisa de bem-estar financeiro é o primeiro passo para ajudar os colaboradores a se organizarem financeiramente.
O ideal é montar um formulário com perguntas claras e objetivas, que deverá ficar disponível em uma plataforma online ou ser distribuído entre o time.
Com as respostas em mãos, o setor de RH precisará analisar e debater o que pode ser feito para ajudar o colaborador a sair das dívidas.
Por ser um assunto muito delicado, o endividamento e suas causas precisam ser conversados de maneira a não deixar o colaborador constrangido, em um ambiente acolhedor e com muita empatia.
Assim, converse com o profissional que enfrenta dificuldades financeiras com o máximo de discrição possível, e explique que o objeto é ajudar a evitar que a inadimplência não piore ainda mais.
Colocar as contas em ordem e saldar as dívidas são ações importantíssimas neste momento que visam, em primeiro lugar, a tranquilidade do colaborador.
Entre as maneiras de contribuir para que os funcionários excessivamente endividados deixem o nome limpo estão:
Também é importante, neste momento, implementar programas de apoio emocional, como acesso a serviços de aconselhamento psicológico, uma vez que o endividamento muitas vezes está ligado a problemas de natureza emocional.
As companhias precisam assumir um papel proativo na promoção de programas de educação financeira, com informações sobre economia e mudança de hábitos.
Esses programas devem conter diversos formatos, como mentorias, palestras, cursos e workshops, com a participação de profissionais do mercado financeiro, além de fornecer acesso a materiais educativos, como livros, e-books, vídeos e artigos sobre finanças pessoais.
As empresas podem, ainda, considerar a inclusão de educação financeira como parte de seus pacotes de benefícios, oferecendo opções de previdência privada, seguros e outros produtos financeiros.
Depois de todo esse caminho, o próximo passo é avaliar os resultados desse combate às dívidas dos colaboradores.
As principais ações nesse sentido são:
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