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Falta de controle no estoque e desperdício de alimentos podem resultar em custos invisíveis para os restaurantes, afetando o faturamento.

As perdas invisíveis representam um grande desafio para os restaurantes, afetando a lucratividade de forma direta. Para contornar esse tipo de situação, as soluções passam por adequações na gestão, redução no desperdício de alimentos, controle de estoque e monitoramento de indicadores.
Administrar um restaurante exige atenção a diversos fatores que vão desde o atendimento até a qualidade dos pratos. Porém, as perdas invisíveis se caracterizam justamente por passarem despercebidas pelos gestores.
Diferente de um grande desperdício ou uma queda repentina de faturamento, essas perdas acontecem aos poucos, quase sem chamar a atenção. Isso inclui falhas operacionais, compras mal planejadas, desperdício de ingredientes e erros no controle de estoque.
O resultado? O caixa sente os impactos e torna o cenário mais difícil para o crescimento sustentável.
A receita para prevenir esse tipo de prejuízo passa por uma gestão eficiente, processos bem definidos e uso da tecnologia. Bora entender como colocar tudo isso em prática.
As perdas financeiras invisíveis são todos os custos que reduzem a rentabilidade do restaurante sem que sejam facilmente percebidos no dia a dia.
Como não aparecem em uma única despesa ou em um evento específico, elas costumam ser ignoradas até que os resultados financeiros comecem a piorar de forma significativa.
Na maioria dos casos, o problema não está na falta de dedicação da equipe, mas sim na ausência de processos estruturados e indicadores de acompanhamento. Quando essas situações deixam de ser monitoradas, as perdas passam a fazer parte da rotina dos restaurantes.
Muitos dos custos das perdas invisíveis são pequenos quando analisados individualmente. Porém, quando combinados, podem provocar prejuízos expressivos para o estabelecimento, que podem resultar até mesmo no encerramento das atividades.
Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de falência dos restaurantes chega a 50% dos estabelecimentos até o segundo ano de operação.
Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) indicam que a falta de preparo nessas áreas é uma das principais causas de insucesso.
Enquanto os gestores estão olhando apenas para o faturamento, alguns pequenos erros vão se acumulando e gerando impactos relevantes nos resultados do restaurante. Alguns exemplos são:
Quando se fala em perdas financeiras, muitas pessoas pensam imediatamente no desperdício de alimentos.
De fato, ele representa um dos maiores desafios do setor de alimentação. Ingredientes descartados, alimentos vencidos e preparos que não podem ser aproveitados impactam diretamente o custo da operação.
Segundo uma estimativa da World Resources Institute (WRI) Brasil, o país desperdiça em média 41 mil toneladas de alimentos por ano. Desse total, 15% ocorrem em restaurantes, representando cerca de 6 mil toneladas.
Mas o desperdício vai além do que é jogado fora. Comprar mais do que é necessário também gera perdas, já que aumenta o risco do vencimento dos produtos e ocupa espaço no estoque.
O estoque é um dos pontos mais sensíveis de qualquer restaurante. Sem o controle adequado, o estabelecimento pode ter dificuldades de monitorar o que entrou, o que foi consumido, o que venceu e o que precisa ser comprado.
Um dos erros mais comuns é no registro incorreto na planilha, quando alimentos são retirados sem que isso seja contabilizado. Isso gera divergências com relação ao estoque físico.
Por isso, manter inventários periódicos é uma das práticas mais importantes para reduzir perdas.
Imagine a seguinte situação: o cliente foi ao restaurante e pediu uma porção de batata frita. Semanas depois, esse cliente voltou ao estabelecimento, pediu a mesma porção e recebeu uma quantidade menor do que na primeira vez.
Esse tipo de situação é desagradável para os consumidores e prejudica a experiência no estabelecimento. Com isso, a tendência é que ele deixe de frequentar o local.
Esse tipo de perda, muitas vezes, passa despercebido pelos gestores e está diretamente relacionado à falta de padronização. Além disso, receitas preparadas de formas distintas descaracterizam a identidade do restaurante e aumentam o desperdício de ingredientes.
No caso de restaurantes que possuem mais de uma unidade, o problema pode ser amplificado caso não haja um critério bem definido.
Já ouviu a frase “é melhor sobrar do que faltar”? Pois saiba que nem sempre ela é verdadeira.
Uma das perdas invisíveis mais comuns é preparar mais alimentos do que serão vendidos. Isso acontece quando não há um histórico de consumo ou planejamento específico. O resultado são sobras que dificilmente poderão ser reaproveitadas, gerando mais desperdício.
A boa notícia para os proprietários de restaurantes é que grande parte das perdas invisíveis podem ser reduzidas com o aprimoramento na gestão.
A primeira dica é estabelecer uma rotina para conferir o inventário. O estoque não pode ser conferido apenas “quando houver um problema”. Por isso, é fundamental analisar com frequência e estabelecer o método PEPS (Primeiro que Entra, Primeiro que Sai), para evitar perdas por conta da validade.
Padronizar processos também aumenta a eficiência. O ideal é que o restaurante tenha fichas técnicas detalhando a quantidade de ingredientes e tamanho das porções. Isso ajuda a diminuir as diferenças entre os cozinheiros.
Nenhuma ferramenta funciona sem pessoas preparadas. Treinamentos frequentes da equipe ajudam a minimizar erros humanos na operação e estimular boas práticas de armazenamento e manipulação correta dos alimentos.
Por fim, vale a pena medir indicadores com frequência para identificar pontos que precisam ser melhorados. Alguns exemplos são: índice de desperdício, giro de estoque, rentabilidade por categoria e margem por prato.
A tecnologia é fundamental para enxergar perdas que não aparecem de forma clara no fechamento mensal. Em vez de tomar decisões com base apenas na percepção, o gestor passa a trabalhar com dados concretos.
Um exemplo de ferramenta que pode auxiliar na gestão do restaurante é o Painel Meu Negócio da Alelo. A plataforma reúne relatórios de vendas, valor médio gasto por cliente e frequência de consumidores.
Além dos dados do estabelecimento, o gestor pode comparar esses números em uma visão estatística com os da concorrência da região.
Para conferir mais conteúdos sobre gestão de estabelecimentos, continue navegando no Blog da Alelo.
São custos que reduzem a rentabilidade do restaurante sem serem facilmente percebidos na rotina da operação.
Entre as principais causas estão falhas operacionais, desperdício de alimentos, falta de controle de estoque, ausência de padronização e compras mal planejadas.
É possível reduzir as perdas com controle de estoque, padronização de processos, treinamento da equipe e acompanhamento de indicadores.
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