
Ter diploma universitário ainda faz diferença na carreira?
Diploma universitário pode abrir as portas para cargos de liderança e, consequentemente, resultar em aumento de remuneração.
Meu Alelo
Portal Meu AleloPara estabelecimento
Portal Meu ECPara RH
Alelo Alimentação, Alelo Refeição, Alelo Multibenefícios, Alelo Natal e Alelo Cultura
Diploma universitário pode abrir as portas para cargos de liderança e, consequentemente, resultar em aumento de remuneração.

A resposta curta é: sim. Mas isso não significa que apenas quem tem graduação terá sucesso profissional, e nem que um diploma universitário sozinho garante um bom emprego.
Quem navega pelas redes sociais, de tempos em tempos, se depara com um vídeo afirmando que “faculdade não serve para nada” ou que a “experiência vale muito mais”. Essas discussões costumam gerar a seguinte dúvida em quem está iniciando a carreira.
Porém, quando se olha para os dados sobre renda e empregabilidade, a conclusão é de que o ensino superior continua sendo um dos investimentos com maior potencial de retorno para a vida profissional.
A especialista em Gestão e Recursos Humanos e Diretora da Protagonist Consultoria, Rosana Daniele Marques, conversou com a Alelo e explicou os motivos de o diploma universitário ainda ser relevante no mercado de trabalho.
Segundo Rosana, durante muitos anos foi criada uma cultura de que o diploma universitário seria um passaporte para conseguir um emprego, quando na verdade ele é um habilitador para acessar o mercado de trabalho.
“Para muitas carreiras, o diploma é indispensável. Porém, ele deixou de ser um diferencial único e exclusivo e passou a ser um requisito básico. Da mesma forma que a gente vê a CNH como uma habilitação para dirigir um carro, o mercado de trabalho enxerga a formação superior da mesma forma”, comentou.
Ainda de acordo com a especialista, muitos estudantes iniciam uma graduação esperando obter conhecimento técnico, mas depois se deparam com um mercado que valoriza muito mais as competências comportamentais.

“O mercado de trabalho valoriza aquela pessoa que tem uma boa comunicação, que saiba resolver conflitos e que tenha adaptabilidade alta e pensamento crítico. São competências que chamamos de soft skills e existe sim um desalinhamento entre expectativa e realidade”
Rosana Daniele Marques, especialista em Gestão e RH
O diploma também abre as portas para o desenvolvimento de liderança e networking com profissionais que já atuam e possuem conhecimento na área.
Com isso, a pergunta deixou de ser “qual faculdade eu devo fazer?” e passou a ser “como posso transformar a minha formação em uma capacidade real de gerar valor ao negócio?”.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), profissionais com ensino superior ganham em média R$ 7.347, quase três vezes mais do que os com ensino médio (cerca de R$ 2.851).
O IBGE também revelou que cerca de 10% dos responsáveis pelos domicílios (chefes de família) no ano de 2025, no país, possuem diploma universitário.
Já um levantamento da Associação Brasileira de Mantenedores de Ensino Superior (ABMES) identificou que 69% dos graduados no ensino superior estão empregados após até um ano da colação de grau, com menor taxa de desocupação (5,6% em 2025, segundo o FGV IBRE).
A pesquisa também considerou a remuneração dos recém-formados. A média salarial geral foi de R$ 3.799,29, sendo R$ 3.972,52 no grupo de bacharéis, R$ 3.709,48, entre os tecnólogos e R$ 2.392,86 para os licenciados.
Ainda de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os trabalhadores de ensino superior podem receber uma remuneração até quatro vezes maior do que colaboradores que estudaram até o ensino médio.
Todos esses indicadores reforçam os benefícios de uma formação superior para empregabilidade e crescimento profissional.
O diploma universitário pode ser a chave para abrir novas portas profissionais. Ao investir na própria capacitação, o colaborador se qualifica para concorrer em vagas que exigem o ensino superior.
Diversos processos seletivos utilizam a graduação como requisito mínimo em cargos de liderança, como coordenação, gerência e supervisão.
Além disso, profissões regulamentadas, como medicina, engenharia, direito, arquitetura, enfermagem e psicologia, exigem diploma para o exercício da atividade. Ou seja, em muitos casos, o diploma universitário não é apenas um diferencial, mas sim uma condição obrigatória.
“Na maioria dos casos, a graduação melhora sim o potencial de remuneração ao longo da carreira. Porém, durante a formação há outro benefício invisível, que é a ampliação do repertório. Durante a faculdade, o aluno precisa entrar em contato com diferentes perspectivas e navegar em cenários diferentes. O diploma e o desenvolvimento precisam caminhar juntos”, afirmou Rosana.
Uma das decisões mais difíceis de todo estudante do Ensino Médio é escolher qual área seguir no ensino superior. No entanto, essa definição não precisa ser necessariamente feita logo após sair da escola, mas sim em qualquer momento da vida profissional.
Neste cenário, é importante levar em consideração alguns fatores como:
“A graduação é indicada para quem busca uma formação ampla, que deseja construir uma carreira em determinada área e acessar cargos que exigem o ensino superior completo. Já os cursos técnicos são formações mais práticas e direcionadas para pessoas que desejam se inserir rápido no mercado de trabalho, então são uma excelente porta de entrada”, explicou Rosana.
Vale ainda mencionar que cursos complementares (como o de idiomas, softwares e inteligência artificial, por exemplo) ajudam a expandir o conhecimento e tornar o colaborador ainda mais valorizado no mercado de trabalho.
De acordo com a especialista, os profissionais que mais se destacam não são necessariamente aqueles que fazem grandes MBAs e especializações todos os anos, mas sim aqueles que conseguem manter uma rotina contínua de aprendizado.
“Uma forma de fomentar essa atualização constante é reservar na semana um tempo para investir no desenvolvimento. Isso inclui investir tempo e ter consistência a longo prazo para ter resultados para a carreira. A segurança profissional não está no cargo que ocupamos, pois as coisas podem mudar, mas sim na capacidade de continuar aprendendo e evoluindo”, afirmou.
Para as empresas, o investimento na qualificação dos colaboradores também é um fator importante para se diferenciar da concorrência. Por isso, um aspecto importante que o profissional deve observar em uma vaga de emprego são os benefícios flexíveis.
Empresas que contam com o Alelo Pod, por exemplo, permitem que os colaboradores utilizem o cartão de benefícios para diversas finalidades, incluindo a educação, como o pagamento de cursos de idiomas, escolas, educação superior e técnica.
Para conferir mais conteúdos sobre gestão de carreira e qualificação profissional, continue navegando no blog da Alelo.
O diploma universitário amplia as oportunidades de carreira, aumenta o acesso a vagas que exigem ensino superior e contribui para o desenvolvimento de conhecimentos técnicos e habilidades valorizadas pelo mercado. Além disso, é um requisito obrigatório para diversas profissões regulamentadas.
Sim. Em média, profissionais com ensino superior têm maior potencial de remuneração do que aqueles com apenas o ensino médio. Embora o salário dependa de fatores como área de atuação, experiência e desempenho, a graduação costuma favorecer o crescimento profissional e financeiro
Antes de escolher uma graduação, é importante avaliar sua afinidade com a área, os objetivos de carreira, as perspectivas de empregabilidade e o investimento necessário para concluir o curso. Esses fatores ajudam a tomar uma decisão mais alinhada às suas expectativas profissionais.
Clique nas estrelas para dar sua nota:
Nenhuma avaliação até agora.
Seja a primeira pessoa a avaliar!