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RH deve identificar atividades que podem ser desenvolvidas por humanos e quais podem ser executadas por IA, garantindo equilíbrio e harmonia.

Com a Inteligência Artificial consolidada de vez como parte integrante do dia a dia das empresas, surge um grande desafio para gestores e RH: como conciliar a equipe e a utilização da IA de forma harmoniosa?
Para ter ideia do avanço da ferramenta, a Expertise, empresa de recrutamento e seleção de profissionais, apontou que mais de 50% das grandes empresas já utilizam a tecnologia. A previsão é que, até o fim de 2027, o índice seja de 81%.
Porém, diferentemente do que muitos imaginam, esse movimento não é sobre substituir humanos por máquinas, mas sim sobre orquestrar talentos. Em outras palavras, desenhar um modelo em que humanos e IA atuem de forma complementar para potencializar os resultados.
É nesse contexto que o papel do RH ganha ainda mais protagonismo. Vamos saber como criar o planejamento para uma equipe híbrida?
Já parou para pensar em quantas ferramentas de IA fazem parte do seu dia a dia? É o caso, por exemplo, de assistentes de voz e aplicativos de navegação, que ajudam a traçar a rota mais curta entre dois pontos.
No mundo corporativo, o cenário não é diferente. A Inteligência Artificial tem sido utilizada para automatizar processos rotineiros, aprimorar o controle de qualidade e apoiar gestores na tomada de decisão.
Com ela, as organizações economizam tempo em tarefas repetitivas e podem alocar colaboradores em atividades mais estratégicas. O resultado disso é um aumento na produtividade.
Considerando que a IA desempenha um papel estratégico importante dentro da organização das empresas, o desafio passa a ser como viabilizar a coexistência entre funcionários e a ferramenta.
Neste cenário, as organizações podem adotar diferentes tipos de níveis de convivência, com prioridades estabelecidas. Entre eles estão:
A modalidade AI-First estabelece que a empresa priorizará a automação com IA e decisões com base em dados. Esse cenário pode indicar cortes no tamanho da equipe e mais investimentos na área de tecnologia.
Por outro lado, o Human-First preserva o forte protagonismo das pessoas em processos críticos.
Isso significa que a IA será utilizada apenas como ferramenta, com decisões e responsabilidades ficando a cargo dos humanos.
Para empresas que buscam o equilíbrio entre eficiência tecnológica e experiência humana, o modelo híbrido costuma ser a saída mais adotada. Em todas elas, o desafio é projetar a coexistência de ambos de forma sustentável.
Seja qual for a prioridade definida, o planejamento deverá levar em conta quais áreas e atividades necessitam da intervenção humana e quais podem ser desempenhadas pela Inteligência Artificial.
A IA consegue executar tarefas padronizadas de forma veloz. Por exemplo, caso a empresa precise analisar os principais dados de uma planilha, a IA poderá mapear os números mais importantes mais rápido do que o trabalho manual.
Porém, sabemos que existem funções que as máquinas não conseguem reproduzir de forma genuína, não é mesmo? É aí que entra a capacidade do RH e dos gestores para alocar colaboradores humanos e preencher essas lacunas.
A Inteligência Artificial ainda não consegue, por exemplo, ter empatia e conexão emocional, assim como não tem criatividade contextual, pois ela só é capaz de criar algo a partir de dados, enquanto humanos criam a partir de experiências e repertório cultural.
Situações que exigem julgamentos éticos em decisões complexas também não podem ser executadas pela IA, pois dependem de valores e responsabilidade social. Por fim, máquinas seguem padrões, enquanto humanos são capazes de se adaptar a cenários incertos.
Levando em conta todas essas características, o RH consegue estabelecer funções e tarefas que extraiam o máximo potencial de cada um dos elementos envolvidos.
Você já ouviu falar em Now-Next? Essa é uma estratégia que visa equilibrar demandas imediatas com a construção de capacidades que farão a diferença em um futuro próximo (entre um e três anos).
Com isso, a empresa consegue desenvolver e reter talentos para funções de impacto mais relevantes, enquanto a IA garante a manutenção das atividades diárias.
Outro ponto essencial da orquestração de talentos é a criação de indicadores (KPIs) híbridos. Na prática, isso significa que tanto os colaboradores quanto a funcionalidade da IA serão avaliados.
Isso permite medir a eficiência operacional, produtividade, custos, velocidade de entrega e engajamento. Se antes o RH era o guardião dos processos, agora ele se torna arquiteto do trabalho do futuro.
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