
Novas lideranças: qual o perfil e como capacitar gestores para o que as empresas precisam agora?
Lideranças com capacidade de entregar resultados ganham a preferência em 2026 depois de um período focado no desenvolvimento de soft skills.
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As constantes transformações no mundo do trabalho, impulsionadas pela evolução tecnológica, as mudanças sociais impostas pela pandemia e pelo novo perfil do consumidor – muito mais exigente e bem informado – têm exigido das empresas e do empreendedor inovação constante para se destacar e alcançar bons resultados. Segundo Rafael Souto, presidente da Produtive, o último ano mostrou que a capacidade de inovar mais rápido e se adaptar a novas exigências do mercado é um fator de sobrevivência e foram os pilares presentes nas companhias que se destacaram. “Nesse sentido, ganha forma o empreendedorismo corporativo: a habilidade de agir na companhia […]

As constantes transformações no mundo do trabalho, impulsionadas pela evolução tecnológica, as mudanças sociais impostas pela pandemia e pelo novo perfil do consumidor – muito mais exigente e bem informado – têm exigido das empresas e do empreendedor inovação constante para se destacar e alcançar bons resultados.
Segundo Rafael Souto, presidente da Produtive, o último ano mostrou que a capacidade de inovar mais rápido e se adaptar a novas exigências do mercado é um fator de sobrevivência e foram os pilares presentes nas companhias que se destacaram.
“Nesse sentido, ganha forma o empreendedorismo corporativo: a habilidade de agir na companhia como se fosse o dono do negócio”, diz Rafael. Isso porque, as empresas estão sendo muito desafiadas a inovar e sem pessoas que provoquem essa inovação e se empenham em analisar o cenário, sugerir – sem medo de errar – ideias e inovações, fica muito difícil se manter no mercado.
Os chamados intraempreendedores têm paixão pelo que fazem, são atentos às necessidades da empresa, possuem criatividade e ousadia, são persistentes e dedicados, são confiantes e, principalmente, são proativos. “Ele está sempre se perguntando se há uma maneira melhor e mais eficiente de fazer algo”, diz Rafael.
Por meio do intraempreendedorismo, a empresa pode inovar sem que seja preciso, por exemplo, contratar uma equipe para isso. Esses colaboradores têm a habilidade de encontrar oportunidades e falhas que possam se transformar em novos negócios, produtos e serviços ou, ainda, em novos modelos de organização e gestão. Com isso, a empresa reduz custos e ganha, ainda, competitividade no mercado.
Além disso, profissionais com esse perfil promovem um movimento de inovação na empresa, influenciando outros profissionais e o trabalho por meio da colaboração. “ Os intraempreendedores enxergam além da área que são responsáveis e dirigem o trabalho a favor dessa visão maior”, diz a consultora Bela Fernandes, sócia da Aylmer Desenvolvimento Humano
Isso sem falar que, geralmente, o profissional com espírito empreendedor tem em mente o conceito lean startup, que envolve um trabalho de identificação e eliminação de desperdícios nos processos. Isso quer dizer que esse funcionário vai sempre pensar em impedir perdas, economizar e priorizar o que é realmente necessário, ocupando, muitas vezes, funções diferentes para a entrega de resultados.
Para identificar esse profissional em um processo seletivo, o presidente da Produtive aconselha pedir exemplos práticos de projetos que o candidato participou nas empresas anteriores para checar autonomia e disposição para correr riscos, e como era seu relacionamento com pares e líderes. É interessante também aplicar testes para analisar o perfil comportamental da pessoa, como o Disc e o MTBI. Mas Rafael ressalta a importância da diversidade de perfis. “É importante contar com um time que se complemente: alguns com perfil impulsionador, que inspira e influencia, e outros com mais seguidores”, diz.
Outro ponto importante é analisar a cultura empresarial, se ela incentiva esse tipo de comportamento. Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), mostra que empreender numa organização depende de uma combinação entre o mindset empreendedor das pessoas, um ambiente favorável que estimule as pessoas a trazerem suas ideias para mesa, uma cultura organizacional que permita a experimentação (tolerância a erros) e que as iniciativas estejam alinhadas à estratégia corporativa. “É preciso contar com uma cultura que favoreça à inovação, à diversidade cognitiva e a testagem de ideias, tendo em mente que o erro faz parte do processo”, diz Rafael.
A motivação dos colaboradores para incentivar o intraempreendedorismo está intimamente relacionada à cultura organizacional da empresa. Ou seja, é preciso investir na criação de um ambiente favorável, incentivar autonomia e a inovação.
Leia também aqui no blog Alelo: Como criar novos negócios dentro da sua empresa
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