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A geração prateada, composta por pessoas com 60 anos ou mais, está promovendo uma verdadeira revolução no mercado de trabalho e no consumo. Segundo o Censo Demográfico 2022 do IBGE, a população brasileira com 60 anos ou mais de idade era de 32,1 milhões de pessoas, representando 15,8% da população total do país. E, considerando a distribuição por sexo, 17,9 milhões (55,7%) eram mulheres e 14,2 milhões (44,3%) eram homens. Diferente do estigma de inatividade ou obsolescência, esse grupo se mostra cada vez mais ativo, exigente e protagonista, buscando novas oportunidades, transições de carreira e reinvenção profissional para se manter […]

A geração prateada, composta por pessoas com 60 anos ou mais, está promovendo uma verdadeira revolução no mercado de trabalho e no consumo.
Segundo o Censo Demográfico 2022 do IBGE, a população brasileira com 60 anos ou mais de idade era de 32,1 milhões de pessoas, representando 15,8% da população total do país.
E, considerando a distribuição por sexo, 17,9 milhões (55,7%) eram mulheres e 14,2 milhões (44,3%) eram homens.
Diferente do estigma de inatividade ou obsolescência, esse grupo se mostra cada vez mais ativo, exigente e protagonista, buscando novas oportunidades, transições de carreira e reinvenção profissional para se manter relevante e engajado.
Bora falar sobre a geração prateada e entender por que eles também devem ser considerados e valorizados no mercado de trabalho?
O Brasil está em um processo acelerado de envelhecimento populacional. Isso significa que o índice de envelhecimento (que indica quantas pessoas idosas existem para cada 100 crianças de 0 a 14 anos) chegou a 80 em 2022, enquanto em 2010 era de apenas 44,813.
As projeções do IBGE indicam que essa tendência de envelhecimento continuará. Em 2046, por exemplo, a estimativa é de que os 60+ sejam a maior fatia populacional do país, chegando a 28% da população. Em 2070, esse percentual deve subir para 37,8%, o que significa que mais de 1 em cada 3 brasileiros será idoso.
Diante desse cenário, o mercado de trabalho e as empresas precisam se adaptar e valorizar os profissionais 60+, pois eles serão essenciais para sustentar a economia e a produtividade do país.
Com a redução da população jovem e a crescente demanda por mão de obra qualificada, a experiência, a maturidade e a resiliência da geração prateada se tornam ativos valiosos.
Além disso, a inclusão de profissionais mais velhos promove diversidade e inovação, já que eles fornecem às empresas mais conhecimentos acumulados, estabilidade emocional e habilidades interpessoais aprimoradas ao longo de décadas de trabalho.
Empresas que não se prepararem para essa mudança demográfica podem enfrentar escassez de talentos e perda de competitividade.
E, para garantir a tração e o bem-estar dos colaboradores, investir em políticas de retenção, capacitação e atração de profissionais 60+ será tanto uma questão de responsabilidade social, quanto uma estratégia inteligente para garantir sustentabilidade e crescimento no futuro.
Afinal, com o envelhecimento da população, a valorização dessa faixa etária no mercado de trabalho será essencial para equilibrar a pirâmide populacional e manter a economia brasileira ativa nas próximas décadas.
A escolha da palavra “prateada” busca substituir expressões ultrapassadas ou pejorativas, reforçando uma visão positiva e estratégica desse público, além de fazer alusão aos cabelos grisalhos/prateados comuns nessa etapa da vida.
O termo “geração prateada” também reflete as mudanças demográficas e a necessidade que as empresas passarão a ter de reter e atrair talentos que trazem maturidade profissional, redução de turnover e capacidade de mentoria para equipes mais jovens.

A longevidade e a busca por qualidade de vida estão redefinindo o envelhecimento.
Profissionais maduros, hoje, buscam aprendizado contínuo, conhecimento sobre empreendedorismo, fazem e oferecem mentoria e até migram para novas carreiras, desmistificando a ideia de que a aposentadoria significa inatividade e que envelhecer é sinônimo de declínio das habilidades profissionais.
Muitas pessoas, ao chegarem na terceira idade, permanecem no mercado por motivos financeiros ou pelo desejo de se manterem ativas e exercendo suas profissões ou buscando novos desafios, impulsionando uma nova dinâmica no mundo do trabalho.
Apesar de enfrentarem estereótipos, como a falsa associação entre idade e baixa produtividade, profissionais 60+ têm se destacado por sua adaptabilidade, resiliência e visão estratégica.
Empresas que valorizam esse público têm investido em equipes multigeracionais, promovendo troca de conhecimentos e inovação.
Além disso, esse perfil pode exigir das marcas uma comunicação mais clara e funcional, alinhada às suas necessidades.
Em um mercado em constante transformação, onde novas tecnologias, modelos de trabalho e dinâmicas entre gerações se renovam rapidamente, a capacidade de se reinventar é essencial.
Para os profissionais 60+, isso significa se adaptar a ferramentas digitais e novas formas de colaboração e integrar sua vasta experiência a um cenário em evolução.
A longevidade no trabalho hoje exige equilíbrio entre sabedoria acumulada e disposição para aprender, uma combinação poderosa em ambientes multigeracionais.
Marcos Ferreira, investidor anjo e especialista em longevidade, contextualiza:

“Em um cenário de rápidas transformações no mercado de trabalho, onde novas tecnologias e modelos de negócios estão constantemente moldando o futuro das profissões, a presença dos maduros nas companhias ganha cada vez mais relevância. No segundo trimestre de 2024, dados da Pnad indicaram que o número de profissionais com mais de 60 anos ocupados no Brasil alcançou aproximadamente 8,042 milhões – em 2012, eram quase 5,0 milhões.”
Sobre os desafios e oportunidades, o especialista destaca: “A adaptação às novas formas de trabalho, como o home office ou o uso de ferramentas digitais, pode ser um obstáculo para alguns. Porém, é importante lembrar que, embora as ferramentas possam ser novas, a forma de liderar, negociar e influenciar pessoas permanece em grande parte a mesma. Investir em atualização de habilidades técnicas pode ser um passo essencial para continuar relevante no mercado.”
E complementa com uma visão estratégica, “a maturidade no mercado de trabalho é uma janela de novas possibilidades. Não se trata apenas de continuar trabalhando, mas de trabalhar com um novo propósito, com mais equilíbrio e em áreas que talvez nunca tenhamos considerado antes.”
Visão que reforça que a reinvenção profissional na maturidade vai além da adaptação tecnológica, se manter no mercado após os 60 anos é sobre ressignificar décadas de experiência em um contexto que valoriza tanto inovação quanto sabedoria prática.Que tal se inscrever na nossa newsletter e conferir um conteúdo superlegal sobre integração geracional e outras pautas quentes sobre RH, gestão e inovação?
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