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Um novo ano está chegando! 2025 já está aí, batendo à porta, e é justamente nessa época que muita gente traça metas profissionais para o novo período que se inicia. Quando elas são claras, isso pode ser um upgrade e tanto para sua carreira, seja a curto, médio ou longo prazo. Ter metas objetivas ajuda você a alcançar aquilo que mais deseja, de forma mais assertiva e menos desgastante. Mas tem como garantir que suas metas sejam realistas e alcançáveis? A gente bateu um papo com Caio Infante, vice-presidente para a América Latina da Radancy e um dos cofundadores da […]

Um novo ano está chegando! 2025 já está aí, batendo à porta, e é justamente nessa época que muita gente traça metas profissionais para o novo período que se inicia. Quando elas são claras, isso pode ser um upgrade e tanto para sua carreira, seja a curto, médio ou longo prazo.
Ter metas objetivas ajuda você a alcançar aquilo que mais deseja, de forma mais assertiva e menos desgastante. Mas tem como garantir que suas metas sejam realistas e alcançáveis?
A gente bateu um papo com Caio Infante, vice-presidente para a América Latina da Radancy e um dos cofundadores da Employer Branding Brasil, que deu dicas valiosas para que você coloque em prática suas metas e transforme tudo em realidade. Bora ver?
Caio conta que as metas servem para ajudar a crescer na carreira profissional e, também, a nos desafiarmos, buscando motivação. Para conseguir tudo isso, é preciso ter objetivos, ou seja, ter uma meta.
“Ela precisa ser clara e atingível – não adianta querer alcançar algo na Lua! Ela tem que ser razoável e para achar esse equilíbrio basta olhar para os últimos dois ou três anos e entender onde você está, aonde você chegou e como você pode crescer”, explica.
O profissional diz ainda que as metas também ajudam a medir os tipos de esforço ou recursos internos e externos necessários para chegar lá. “Se você não tem meta, você não tem objetivo, não tem sonho e, como diria Zeca Pagodinho, está deixando a vida te levar”.
Existem algumas maneiras para fazer isso, diz Caio. “A primeira delas é olhar o seu histórico para não ficar no ‘achômetro’. Com isso é possível ter acesso a dados que, junto às tendências de mercado, nos possibilitam enxergar onde se pode chegar”.
Outra dica é fazer o famoso benchmark, ou seja, olhar o mercado de maneira fracionada para tornar a meta real, dentro do que está realmente acontecendo.
A meta tem que ter desafios. Se você é daqueles que vai planejando ao longo de todo o ano, Caio conta que é muito importante que as metas sejam revisadas e revisitadas a cada três meses, afinal, muita coisa pode acontecer pelo caminho.

“O mercado e a economia também podem mudar o cenário e é preciso estar atento a isso para não se frustrar com uma meta simplesmente impossível. Nem tudo está sob nosso controle. Pensando nisso, é preciso pensar em como essa meta pode ser ajustada nesses casos”, orienta Caio Infante.
É válido seguir os checkpoints e atualizações de tempos em tempos. A meta pode ser algo progressivo, o que também serve como passo a passo para uma meta mais macro.
Caio ressalta que alinhar as metas pessoais com os objetivos da empresa pode beneficiar ambas as partes. Legal, né?
“Aqui precisamos falar sobre promoção e reconhecimento. É claro que nem todo mundo vai bater a meta todo ano e vai ser promovido – reconhecido, sim”.
Se ao longo do ano algo não sai como o planejado, é preciso mudar o rumo. “O mercado é dinâmico e coisas inesperadas podem acontecer e acabar mudando aquilo que foi traçado. O justo e correto é ir ajustando ao longo do ano”, explica Caio.
Muitas empresas oferecem cursos e especializações não só como parte da meta, mas para estimular que o profissional desempenhe novas funções ou até ocupe novos cargos.
“Preparar as pessoas é fundamental, inclusive, como fator de retenção”, orienta Caio.
Mas como evitar que a busca por metas se transforme em uma pressão excessiva ou autossabotagem?
“Isso é bem complicado. Muita empresa familiar, por exemplo, tem uma cultura mais delicada nesse sentido pelo apego emocional. É um risco e é algo cultural, por isso se fala que nem toda empresa é para todo mundo”, ressalta.
Ele completa dizendo que metas altas estão atreladas a recompensas maiores e aí a pressão vem naturalmente. “Acho que na própria definição e no compartilhamento da meta já dá pra medir isso – é o famoso combinado não sai caro”.
Contudo, é importante que a empresa participe do processo de metas dos colaboradores.
“Não é só entregar a meta, é preciso participar, oferecendo ajuda e sentando junto para revisar, analisar os problemas, enxergar o time como um todo. Muitos problemas internos acabam dificultando o cumprimento delas e o gestor precisa estar por dentro de tudo isso e apoiar de verdade! Acho que isso difere bastante o líder do chefe”, diz Caio.
Ele finaliza com uma dica de ouro! “Acho que aqui vale uma dica para as empresas: é preciso tomar muito cuidado ao atrelar o pagamento de premiação individual X do grupo ou da empresa. Acho que isso pode ser bastante desmotivador.”
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