
Novas lideranças: qual o perfil e como capacitar gestores para o que as empresas precisam agora?
Lideranças com capacidade de entregar resultados ganham a preferência em 2026 depois de um período focado no desenvolvimento de soft skills.
Meu Alelo
Portal Meu AleloPara estabelecimento
Portal Meu ECPara RH
Alelo Alimentação, Alelo Refeição, Alelo Multibenefícios, Alelo Natal e Alelo Cultura
Novo modelo de liderança foca na relação de confiança entre líderes e liderados e na autonomia dos colaboradores.

A era dos chefes autoritários e das hierarquias rígidas está ficando para trás. Diante dos desafios do mercado corporativo atual, surge a necessidade de líderes mais afinados com a realidade. Nesse sentido, o modelo de Liderança 4.0 vem se destacando.
Mais do que apenas um “modismo” corporativo, esse conceito representa uma verdadeira revolução cultural dentro das empresas. Segundo a pesquisa “Perfil da Liderança no Brasil 2025”, feita pela consultoria LHH, menos da metade dos líderes (43%) atendem às competências exigidas pelas empresas.
Por conta disso, desenvolver líderes se tornou um dos principais objetivos das empresas para alcançar resultados extraordinários. Mas como fazer isso?
Bora conferir a resposta no texto abaixo.
O termo “Liderança 4.0” vem da Indústria 4.0, que foi um conceito bastante utilizado para descrever a integração entre tecnologia, automação e dados na transformação de empresas.
No campo da gestão de pessoas, essa abordagem também trouxe mudanças na forma de pensar a liderança. Agora, o gerenciamento passa a ser mais centrado nos colaboradores e orientado por resultados. Em outras palavras, o controle deixa de ser o foco, e sim o empoderamento.
A humanização das relações e a empatia no trabalho são pilares muito importantes, bem como o desenvolvimento das aptidões de cada colaborador, chamadas de soft skills e hard skills.
Para ficar mais fácil de visualizar a diferença na evolução das lideranças, basta associá-las às revoluções industriais.
O líder 1.0, por exemplo, tinha como objetivo potencializar a produção a qualquer custo. Já a liderança 2.0 estava preocupada também com a performance e a qualidade dos produtos.
Por fim, o líder 3.0 tinha como meta criar modalidades de negócios que culminaram com as novas tecnologias.
Ser um líder 4.0 é muito mais sobre mentalidade do que sobre o cargo em questão. É a forma como o gestor se posiciona diante de novos desafios e como se relaciona com o time.
Uma das principais características dessa liderança é que ela não controla cada passo da equipe para garantir resultados. Em vez disso, confia no potencial de cada um, criando um ambiente seguro onde todos possam se arriscar, sem medo de represálias por algum erro.
Outro exemplo de atitude de um líder 4.0 é que ele não delega simplesmente uma tarefa, mas sim empodera o outro para tomar decisões e desenvolver autonomia.
Mais do que cobrar resultados, essa liderança investe no crescimento do seu time, atuando como mentor e facilitador de processos.
A relação de confiança entre líderes e liderados nem sempre é das melhores, não é mesmo? Isso pode gerar problemas de relacionamento e produtividade a longo prazo.
A Diretora de Gente e ASG da Alelo, Carolina Ferreira, comandou uma palestra durante o CONARH 2025, onde ressaltou que conquistar a confiança dos colaboradores é um dos principais desafios da liderança e que tudo isso passa pela cultura organizacional da empresa.
“A confiança vai além de ser alicerce, ela é base para aprendizagem contínua. Ter um ambiente, em que as pessoas podem ser quem elas são, é fundamental para gerar confiança”, afirmou.
Migrar de uma liderança baseada em controle para uma liderança humanizada, baseada em confiança, é um processo complexo. Durante muito tempo, o mercado enxergou os gestores em um papel centralizador, em estruturas hierárquicas engessadas.
A mudança desse perfil profissional passa pela adoção de novas características, e o RH pode atuar como um facilitador dessa transformação.
A coerência é uma competência básica para todo líder de sucesso. Basicamente, ela se refere a conectar a fala e a ação no mesmo discurso.
Um líder que afirma reconhecer as limitações pessoais de cada colaborador não pode agir de forma agressiva e invasiva. Caso contrário, essa incoerência resultará em instabilidade na forma como a equipe enxerga essa liderança.
Essa habilidade é essencial em qualquer colaborador, mas, quando se fala de Liderança 4.0, ela é mais do que isso: é obrigatória.
A inteligência emocional é a capacidade de gerir as emoções no contexto profissional, não permitindo que elas tenham influência nas tomadas de decisões. Essa habilidade ajudará o líder a lidar com conflitos dentro da equipe e dar feedbacks de forma construtiva.
Certamente esse é um dos aspectos mais difíceis de se atingir na Liderança 4.0. Isso se deve ao fato de a cultura de “ser um líder” centralizar decisões importantes.
Para se tornar um líder 4.0, o profissional terá que saber empoderar a equipe. Isso gera mais agilidade e produtividade.
Claro que o líder tem o papel de apoiar a equipe e deve estar acessível sempre que necessário. Porém, essa sensação de poder e responsabilidade também precisa ser compartilhada com a equipe.
Quer saber mais sobre liderança e tendências para o RH? Confira no canal da Alelo no YouTube e em nossa newsletter Tudo RH, no LinkedIn, o que está em debate no mundo corporativo.
Continue navegando no site para mais conteúdos como esse.
Clique nas estrelas para dar sua nota:
Nenhuma avaliação até agora.
Seja a primeira pessoa a avaliar!