
Novas lideranças: qual o perfil e como capacitar gestores para o que as empresas precisam agora?
Lideranças com capacidade de entregar resultados ganham a preferência em 2026 depois de um período focado no desenvolvimento de soft skills.
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O começo de ano é a hora de definir e começar a colocar em prática as novas metas. Com o novo ciclo também está aberta a nova temporada de feedbacks. Mas esses momentos tão importantes podem acabar se transformando em um problema para os profissionais de RH, gestores e liderados. Afinal, como fazer um feedback pós-pandemia? O que devemos, de fato, levar em conta em meio a tempos tão difíceis? Esse é um assunto fundamental dentro das empresas. Afinal, o mercado de trabalho passou por profundas mudanças nos últimos dois anos. E agora chegou a hora de colher os resultados […]

O começo de ano é a hora de definir e começar a colocar em prática as novas metas. Com o novo ciclo também está aberta a nova temporada de feedbacks. Mas esses momentos tão importantes podem acabar se transformando em um problema para os profissionais de RH, gestores e liderados. Afinal, como fazer um feedback pós-pandemia? O que devemos, de fato, levar em conta em meio a tempos tão difíceis?
Esse é um assunto fundamental dentro das empresas. Afinal, o mercado de trabalho passou por profundas mudanças nos últimos dois anos. E agora chegou a hora de colher os resultados e redefinir as expectativas.
Em todas as crises que enfrentamos antes tínhamos a vantagem do olho no olho e a possibilidade de pensar em soluções de forma mais coletiva. A necessidade de cuidar da saúde, e o isolamento como consequência, mudou também a forma de trabalhar. Uma pesquisa feita pela consultoria Talenses mostra a dificuldade de encarar o feedback em tempos de mudança.
Foram ouvidos profissionais da área de pessoas de 140 empresas brasileiras e 41% dos participantes disseram que os gestores têm reportado ao RH que estão com dificuldade de dar feedbacks e acompanhar o desenvolvimento dos profissionais por conta do trabalho remoto.
Os dados revelaram uma preocupação em manter sistemas de avaliação: 56% afirmam que os processos continuam constantes, mas de forma online. Mas se o feedback se manteve na maioria das corporações, a cobrança cresceu: 75% dos participantes apontam que a pressão pelas metas aumentou.
“Mudamos nosso sistema de trabalho e ressignificamos nossas relações. Portanto, também devemos rever nossos sistemas de avaliação e a condução dos feedbacks, que feitos de forma aleatória não trazem informações relevantes e podem confundir mais do que direcionar”, diz Alexandre Benedetti, diretor executivo da Talenses
Para ele, uma sugestão é pensar em camadas. Afinal, nenhum indivíduo tem atuações isoladas e o contexto deve ser altamente respeitado. O feedback deve levar em conta, inclusive, a qualidade da saúde mental dos funcionários, tema que ganhou muito destaque na pandemia.
Na pandemia todas as emoções foram intensificadas e 1 a cada 8 brasileiros foi impactado pelo luto. Por isso, o executivo defende que antes de pensar no feedback pode ser interessante criar estratégias mais próximas de comunicação e incentivar a aproximação das lideranças com os times.
“Afinal, antes de profissionais, somos pessoas e sabemos que todos estão passando por dificuldades. Por isso, o feedback pós-pandemia, mais do que nunca, é sobre o lugar dos indivíduos antes de serem profissionais”, afirma.
De acordo com David Braga, CEO da consultoria Prime Talent, é fundamental que exista uma humanização na forma de falar e de tratar o outro, mesmo que o profissional discorde da atitude a ser avaliada.
“Usualmente, somos ágeis em criticar o que não está certo, apontando erros. Porém, nem sempre, temos a mesma postura e damos o retorno positivo, quando algo bom é feito. Dessa forma, o máximo que conseguimos é distanciar as pessoas”, avalia.
Para ele, e hora de humanizar as relações no ambiente de trabalho e a pandemia pede por isso. “Mais do que ver as metas, é necessário ver as pessoas. Feedbacks para cumprir protocolos e carregados de críticas devem ser evitados, pois impactam no processo evolutivo, de inovação e de engajamento. Isso afeta o clima organizacional e a retenção dos melhores profissionais”, destaca.
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