Como dar feedback em tempos de pós-pandemia?

O começo de ano é a hora de definir e começar a colocar em prática as novas metas. Com o novo ciclo também está aberta a nova temporada de feedbacks. Mas esses momentos tão importantes podem acabar se transformando em um problema para os profissionais de RH, gestores e liderados. Afinal, como fazer um feedback pós-pandemia? O que devemos, de fato, levar em conta em meio a tempos tão difíceis? Esse é um assunto fundamental dentro das empresas. Afinal, o mercado de trabalho passou por profundas mudanças nos últimos dois anos. E agora chegou a hora de colher os resultados […]

Como dar feedback em tempos de pós-pandemia?

O começo de ano é a hora de definir e começar a colocar em prática as novas metas. Com o novo ciclo também está aberta a nova temporada de feedbacks. Mas esses momentos tão importantes podem acabar se transformando em um problema para os profissionais de RH, gestores e liderados. Afinal, como fazer um feedback pós-pandemia? O que devemos, de fato, levar em conta em meio a tempos tão difíceis?

Esse é um assunto fundamental dentro das empresas. Afinal, o mercado de trabalho passou por profundas mudanças nos últimos dois anos. E agora chegou a hora de colher os resultados e redefinir as expectativas.

Em todas as crises que enfrentamos antes tínhamos a vantagem do olho no olho e a possibilidade de pensar em soluções de forma mais coletiva. A necessidade de cuidar da saúde, e o isolamento como consequência, mudou também a forma de trabalhar. Uma pesquisa feita pela consultoria Talenses mostra a dificuldade de encarar o feedback em tempos de mudança.

Foram ouvidos profissionais da área de pessoas de 140 empresas brasileiras e 41% dos participantes disseram que os gestores têm reportado ao RH que estão com dificuldade de dar feedbacks e acompanhar o desenvolvimento dos profissionais por conta do trabalho remoto.

Os dados revelaram uma preocupação em manter sistemas de avaliação: 56% afirmam que os processos continuam constantes, mas de forma online. Mas se o feedback se manteve na maioria das corporações, a cobrança cresceu: 75% dos participantes apontam que a pressão pelas metas aumentou.

 “Mudamos nosso sistema de trabalho e ressignificamos nossas relações. Portanto, também devemos rever nossos sistemas de avaliação e a condução dos feedbacks, que feitos de forma aleatória não trazem informações relevantes e podem confundir mais do que direcionar”, diz Alexandre Benedetti, diretor executivo da Talenses

Para ele, uma sugestão é pensar em camadas. Afinal, nenhum indivíduo tem atuações isoladas e o contexto deve ser altamente respeitado. O feedback deve levar em conta, inclusive, a qualidade da saúde mental dos funcionários, tema que ganhou muito destaque na pandemia.

Na pandemia todas as emoções foram intensificadas e 1 a cada 8 brasileiros foi impactado pelo luto. Por isso, o executivo defende que antes de pensar no feedback pode ser interessante criar estratégias mais próximas de comunicação e incentivar a aproximação das lideranças com os times.

“Afinal, antes de profissionais, somos pessoas e sabemos que todos estão passando por dificuldades. Por isso, o feedback pós-pandemia, mais do que nunca, é sobre o lugar dos indivíduos antes de serem profissionais”, afirma.

De acordo com David Braga, CEO da consultoria Prime Talent, é fundamental que exista uma humanização na forma de falar e de tratar o outro, mesmo que o profissional discorde da atitude a ser avaliada.

“Usualmente, somos ágeis em criticar o que não está certo, apontando erros. Porém, nem sempre, temos a mesma postura e damos o retorno positivo, quando algo bom é feito. Dessa forma, o máximo que conseguimos é distanciar as pessoas”, avalia.

Para ele, e hora de humanizar as relações no ambiente de trabalho e a pandemia pede por isso. “Mais do que ver as metas, é necessário ver as pessoas. Feedbacks para cumprir protocolos e carregados de críticas devem ser evitados, pois impactam no processo evolutivo, de inovação e de engajamento. Isso afeta o clima organizacional e a retenção dos melhores profissionais”, destaca.

O que você achou desse artigo?

Clique nas estrelas para dar sua nota:

Nenhuma avaliação até agora.

Seja a primeira pessoa a avaliar!

Leia mais

Transformação digital no RH: como dados e IA podem mudar o futuro do trabalho

Transformação digital no RH: como dados e IA podem mudar o futuro do trabalho

Entenda como a transformação digital está mudando o uso de dados e a forma de organizar o trabalho nas empresas.

17 de Agosto de 2026
Por Alelo
Ler conteúdo
Pirâmide de Maslow: a aplicação da teoria na gestão de pessoas

Pirâmide de Maslow: a aplicação da teoria na gestão de pessoas

A Pirâmide de Maslow ajuda o RH a identificar possíveis necessidades dos colaboradores que não estão sendo atendidas pela empresa.

11 de Agosto de 2026
Por Alelo
Ler conteúdo
Empresas familiares: alinhamento entre governança, sucessão e gestão de pessoas sustenta o crescimento

Empresas familiares: alinhamento entre governança, sucessão e gestão de pessoas sustenta o crescimento

A adaptação diante das transformações pelas quais passam governança, sucessão e gestão de pessoas garante a continuidade das empresas familiares.

09 de Agosto de 2026
Por Alelo
Ler conteúdo
Inteligência Artificial no RH: operar com eficiência, governança e cultura são os desafios do momento

Inteligência Artificial no RH: operar com eficiência, governança e cultura são os desafios do momento

RH e Gestão

Depois da fase de entusiasmo em torno do uso da IA no RH, operar com eficiência, governança e cultura são os desafios do momento.

09 de Agosto de 2026
Por Alelo
Ler conteúdo

Institucional

Soluções

Alelo S.A.

Naip Instituição de Pagamento S.A.

Todos os direitos reservados.

Copyright 2025 Alelo.

Acompanhe nossas redes sociais: