Paraná registra queda de 34,2% no valor gasto em restaurantes no mês de junho

 

Aponta índices produzidos pela Alelo e Fipe sobre o movimento em estabelecimentos comerciais o durante a pandemia

 

São Paulo, 29 de julho de 2020 - A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas, apresenta informações atualizados sobre os impactos da COVID-19 com os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) e os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR), com base nas transações diárias realizadas, em junho de 2020, a partir da utilização dos cartões Alelo Alimentação e Alelo Refeição, no Paraná.  

 

Os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR), analisaram a evolução do consumo de refeições prontas em estabelecimentos como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, além de serviços de entrega (delivery) e retirada em balcão/para viagem (pick-up). Em junho, o valor gasto nestes comércios registrou uma queda de 34,2%, enquanto a média nacional foi de -33,4%. Houve, ainda, redução de -50,7% no volume de transações e -9,1% no número de estabelecimentos que registraram operações, em relação ao mesmo período de 2019.

 

“Esses dados são importantes para entendermos parte dos reflexos do atual momento na economia brasileira e ajudarão o varejo a se preparar para a retomada, visto que o volume movimentado de voucher representa receita expressiva nesses dois segmentos. Ao entender esse movimento de mercado, buscamos alternativas, por meio dos produtos e serviços, para apoiar nossos parceiros”, explica Cesário Nakamura, presidente da Alelo.

 

Por outro lado, os Índices de Consumo em Supermercados (ICS), mostram o consumo e vendas nesse segmento continuam sendo menos afetados pela pandemia e pelas medidas contingenciais. Em particular, o principal impacto observado no comportamento do consumo continua sendo a redução no número de transações nesses estabelecimentos.

 

A movimentação nesses comércios registrou queda de 14,4% no volume das transações. No entanto, o valor gasto nos supermercados subiu 6% e 0,9 % no número de estabelecimentos no mês de junho, comparado ao mesmo período do ano passado.

 

“Percebemos que a movimentação nesses estabelecimentos que envolvem, além dos supermercados, quitandas, mercearias, hortifrútis e sacolões tem se repetido, desde o início das medidas restritivas na segunda quinzenal de março. As pessoas estão indo menos vezes, por isso a redução no volume de transações, mas, quando vão, compram mais, o que justifica o aumento dos valores gastos”, complementa Nakamura.

 

Em termos regionais, a análise dos resultados do estudo revela que os efeitos da pandemia se distribuíram de forma heterogênea sobre os estados, refletindo a descentralização e descompasso na coordenação dos processos de fechamento e abertura das economias locais, bem como a interiorização da pandemia.

 

Adotando como parâmetro o valor gasto em restaurantes, é possível evidenciar que as regiões mais impactadas negativamente em junho de 2020 foram a Nordeste (-41,9%) e Norte (-38,8%), contrastando com os menores impactos observados nas regiões Sul (-28,9%) e Centro-Oeste (-29,4%). Já na região Sudeste, houve um recuo de 33,6% em relação a junho de 2019.

 

Metodologia dos índices

 

Todos os índices foram elaborados e depurados com base em critérios estatísticos para garantir a focalização, a consistência e a interpretação dos resultados ao longo do tempo:

  • Amostra: Todos os índices são calculados a partir de dados diários de transações realizadas em estabelecimentos comerciais distribuídos por todo o território nacional, entre 1 de janeiro de 2018 e 30 de junho de 2020.
  • Valores atípicos: Para evitar oscilações nos índices decorrentes de eventuais entradas ou saídas de empregadores de grande porte na base de dados, observações associadas a empresas que se enquadram nesses critérios foram desconsideradas nos cálculos.
  • Sazonalidade: foram adotados os seguintes procedimentos para mitigar a influência de fatores sazonais: (i) cálculo de média móvel de 7 dias (dados do dia observado e dos 6 dias anteriores a ele), eliminando assim os efeitos dos dias úteis e finais de semana sobre as séries; (ii) identificação e filtragem de fatores sazonais relacionados ao comportamento das séries em dias específicos dentro de cada mês (1º dia, 5º dia, 10º dia...), por conta do calendário de recarga e distribuição temporal do uso dos benefícios nos estabelecimentos no período.
  • Frequência: todos os índices são apresentados com frequência diária para todo o período disponível da amostra, tendo por referência (base 100) a média diária dos respectivos valores em janeiro de 2018.

 

Sobre a Fipe

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Fipe é uma organização de direito privado, sem fins lucrativos, criada em 1973. Entre seus objetivos está o apoio ao Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Possui, hoje, destacada atuação nas áreas de ensino, projetos, pesquisa e desenvolvimento de indicadores econômicos e financeiros.

 

Sobre a Alelo

A Alelo é uma bandeira especializada em benefícios, gestão de despesas corporativas e incentivos, atuando nos segmentos de alimentação, cultura, transporte e saúde. Com mais de quinze anos de história, é, desde 2013, líder no setor de benefícios pelo Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), da Secretária do Trabalho no Ministério da Economia. A Alelo conta com a confiança de 100 mil empresas-clientes, 8 milhões de usuários e com a maior rede de estabelecimentos comerciais afiliados do Brasil. Entre os produtos e serviços oferecidos, estão Alelo Refeição, Alelo Alimentação, Alelo Natal, Alelo Multibenefícios, Alelo Mobilidade, Alelo Auto, Alelo Gestão de VT, Alelo Cultura e cartões pré-pagos Alelo Despesas, Alelo Pagamentos e Alelo Premiação e Veloe.

 

 

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