Restaurantes gaúchos registram queda de 53,5% no volume de transações em julho

 

Apontam índices produzidos pela Alelo e Fipe sobre o movimento em estabelecimentos comerciais, durante a pandemia.
O estado registrou, ainda, a redução de 34,4% no valor gasto nesses locais

São Paulo, 20 de agosto de 2020 - A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas, apresenta informações atualizadas sobre os impactos da COVID-19 nos comércios com os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) e os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR), com base nas transações diárias realizadas em julho de 2020 a partir da utilização dos cartões Alelo Alimentação e Alelo Refeição, no Rio Grande do Sul.

 

Os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) analisaram a evolução do consumo de refeições prontas em estabelecimentos como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, além de serviços de entrega (delivery) e retirada em balcão para viagem. Em julho, o valor gasto nestes comércios registrou uma queda de 34,4%, enquanto a média nacional foi de -27,6%. Houve, ainda, redução de 53,5% no volume de transações e 17,2% no número de estabelecimentos que registraram operações, em relação ao mesmo período de 2019.

 

“A combinação desses resultados negativos pode ser explicada pelas maiores restrições sanitárias sobre a operação das atividades desse segmento, bem como o afastamento de trabalhadores dos seus locais de trabalho. Contudo, em comparação aos meses anteriores, é possível observar a queda desses impactos negativos, possivelmente relacionados ao retorno gradual à atividade desses estabelecimentos, mesmo em horários e níveis de ocupação limitados pelas autoridades locais”, destaca Cesário Nakamura, presidente da Alelo.

 

Por outro lado, os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) mostram que o consumo e vendas nesse segmento continuam sendo menos afetados pela pandemia e pelas medidas contingenciais. Em particular, o principal impacto observado no comportamento do consumo continua sendo a redução no número de transações nesses estabelecimentos.

 

A movimentação nesses comércios registrou queda de 14,6% no volume das transações. No entanto, o valor gasto nos supermercados subiu 8,4% e o número de estabelecimentos teve alta de 2,8% no mês de julho, em comparação ao mesmo período de 2019.

 

“Esses resultados, em linha com os últimos informes, relacionam o impacto da crise no segmento de supermercados à redução do número de idas aos estabelecimentos, em paralelo ao aumento dos valores gastos por transação para garantir o abastecimento doméstico e o preparo mais frequente de refeições em casa. A comparação com o mês anterior, todavia, identifica a gradativa retomada do volume de transações, possivelmente relacionada à flexibilização das regras de distanciamento social nas economias”.

 

Dados regionais

Ao fazer um recorte regional, o levantamento revela que os efeitos da pandemia continuam se distribuindo de forma heterogênea sobre os estados brasileiros, refletindo a descentralização e as diferenças temporais entre os processos de fechamento e abertura das economias locais, bem como a interiorização da pandemia.

 

 Adotando como parâmetro o valor gasto em restaurantes, é possível evidenciar que as regiões mais impactadas negativamente em julho foram a Nordeste (-34,2%) e Sul (-32,4%), contrastando com os menores impactos observados na média das regiões Norte (-21,8%) e Sudeste (-26,6%). A região Centro-Oeste ocupou posição intermediária, com a variação de -26,8%.

 

Os estados que registraram os maiores impactos negativos no valor gasto em restaurantes foram: Piauí* (-59,9%), Maranhão (-57,3%), Roraima* (-51,5%), Alagoas* (-44,4%) e Bahia (-41,1%), contrapondo-se àquelas que apresentaram menor redução: Mato Grosso do Sul (-14,7%), Amazonas (-15,5%), Santa Catarina (-22,9%), São Paulo (-24,9%) e Goiás (-25,0%).

 

Em relação ao consumo em outras unidades federativas importantes, vale mencionar: Rio de Janeiro (-30,4%), Distrito Federal (-25,8%) e Paraná (-37,9%).

 

Metodologia dos índices

Todos os índices foram elaborados e depurados com base em critérios estatísticos para garantir a focalização, a consistência e a interpretação dos resultados ao longo do tempo:

  • Amostra: todos os índices são calculados a partir de dados diários de transações realizadas em estabelecimentos comerciais distribuídos por todo o território nacional, entre 1 de janeiro de 2018 e 31 de julho de 2020.
  • Valores atípicos: para evitar oscilações nos índices decorrentes de eventuais entradas ou saídas de empregadores de grande porte na base de dados, observações associadas a empresas que se enquadram nesses critérios foram desconsideradas nos cálculos.
  • Sazonalidade: foram adotados os seguintes procedimentos para mitigar a influência de fatores sazonais: (i) cálculo de média móvel de 7 dias (dados do dia observado e dos 6 dias anteriores a ele), eliminando assim os efeitos dos dias úteis e finais de semana sobre as séries; (ii) identificação e filtragem de fatores sazonais relacionados ao comportamento das séries em dias específicos dentro de cada mês (1º dia, 5º dia, 10º dia...), por conta do calendário de recarga e distribuição temporal do uso dos benefícios nos estabelecimentos no período.
  • Inflação: os dados relativos ao consumo em valor foram deflacionados com base na variação mensal do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
  • Influência de outros fatores: os impactos apresentados não excluem a influência de fatores, eventos e políticas coincidentes com a pandemia sobre o comportamento e hábitos de consumo da população ao longo do período de análise. Todavia, levando-se em conta o caráter inesperado das medidas restritivas instituídas a partir de março na maior parte das grandes cidades, bem como o padrão comportamental dos índices nos anos precedentes, é possível relacionar as variações atípicas observadas no comportamento das séries à pandemia da Covid-19.
  • Frequência: todos os índices são apresentados com frequência diária para todo o período disponível da amostra, tendo por referência inicial (base 100) a média diária em janeiro de 2018. Os impactos calculados estão disponíveis para todos os dias, quinzenas e meses de 2020.
  • Recorte geográfico: os impactos – apresentados como percentuais de variação dos índices em relação à média observada em 2019 – consideram os seguintes recortes: (i) média nacional (Brasil); (ii) Médias das 5 regiões (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste); (iii) Média dos 26 estados e Distrito Federal (27 unidades federativas).

 

 

Sobre a Fipe

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Fipe é uma organização de direito privado, sem fins lucrativos, criada em 1973. Entre seus objetivos está o apoio ao Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Possui, hoje, destacada atuação nas áreas de ensino, projetos, pesquisa e desenvolvimento de indicadores econômicos e financeiros.

 

Sobre a Alelo

A Alelo é uma bandeira especializada em benefícios, gestão de despesas corporativas e incentivos, atuando nos segmentos de alimentação, cultura, transporte e saúde. Com mais de quinze anos de história, é, desde 2013, líder no setor de benefícios pelo Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), da Secretária do Trabalho no Ministério da Economia. A Alelo conta com a confiança de 100 mil empresas-clientes, 8 milhões de usuários e com a maior rede de estabelecimentos comerciais afiliados do Brasil. Entre os produtos e serviços oferecidos, estão Alelo Refeição, Alelo Alimentação, Alelo Natal, Alelo Multibenefícios, Alelo Mobilidade, Alelo Auto, Alelo Gestão de VT, Alelo Cultura e cartões pré-pagos Alelo Despesas, Alelo Pagamentos e Alelo Premiação e Veloe.

 

 

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