Impactos sobre o consumo em restaurantes são amenizados na
segunda quinzena de maio, apontam Fipe e Alelo

 

Segmento registrou volume de transações 54,2% menor no período (em relação ao esperado).
Na primeira quinzena de abril, a queda observada havia sido de 67,7%

 

São Paulo, 23 de junho de 2020 - A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas, apresenta informações atualizados sobre os impactos da COVID-19 sobre o consumo em supermercados e restaurantes.

 

Esses impactos foram registrados a partir da análise do comportamento dos Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) e Índices de Consumo em Supermercados (ICS), elaborados a partir da utilização dos cartões Alelo Alimentação e Alelo Refeição, incluindo quantidade e valor das transações, além do número de estabelecimentos que receberam pagamentos com os cartões, entre 1 de janeiro de 2018 e 31 de maio 2020.  Como referência para o levantamento dos impactos da pandemia sobre o consumo, os valores recentes dos índices foram comparados às médias observadas ao longo de 2019.

 

Na comparação entre a segunda quinzena de maio e períodos anteriores, a análise dos Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) revela uma amenização dos impactos negativos observados sobre o volume e valor das transações, bem como sobre a quantidade de estabelecimentos comerciais desse segmento que realizaram transações no período. Em detalhe, se, na primeira quinzena de abril, os índices apontavam impactos de -67,7% (volume de transações), -56,7% (valor das transações) e -40,5% (número de estabelecimentos), o levantamento da segunda quinzena de maio mostra que os efeitos passaram a -54,2% (volume) -31,8% (valor) e -19,5% (número de estabelecimentos).

 

Entre as hipóteses consideradas para contextualizar esses resultados está a adaptação progressiva dos hábitos de consumo e dos canais de atendimento dos estabelecimentos comerciais às restrições vigentes durante a quarentena – a exemplo do uso de aplicativos, serviços de entrega a domicílio e opção de retirada em balcão.

 

“O surgimento das restrições que a pandemia trouxe à sociedade fez com que todos – empresas, consumidores e trabalhadores – buscassem novas formas de relacionamento, trabalho e consumo. Aos poucos, as adaptações à nova realidade vão permitindo alguma retomada das atividades”, destaca Eduardo Zylberstajn, pesquisador da Fipe.

 

Por outro lado, os  Índices de Consumo em Supermercados (ICS), mostra que o fluxo de consumo e vendas nesse segmento continua sendo menos afetado pela pandemia e pelas medidas contingenciais. Em particular, o principal impacto observado no comportamento do consumo continua sendo a redução no número de transações nesses estabelecimentos. De toda forma, os impactos registrados nos índices foram relativamente menos expressivos na segunda quinzena de maio (-14,2%), em relação à queda registrada na primeira quinzena de abril (-19,2%). Em compensação, registrou-se novamente um impacto positivo no índice que monitora o valor gasto em supermercados (alta de 12,7% na segunda quinzena de maio).

 

“Vemos que a manutenção da operação desses estabelecimentos durante a pandemia, como parte dos chamados serviços essenciais para a população que diminuiu a frequência, mas não deixou de consumir”, afirma Cesário Nakamura, presidente da Alelo.

 

Metodologia dos índices

Todos os índices foram elaborados e depurados com base em critérios estatísticos para garantir a focalização, a consistência e a interpretação dos resultados ao longo do tempo:

 

  • Amostra: Todos os índices são calculados a partir de dados diários de transações realizadas em estabelecimentos comerciais distribuídos por todo o território nacional, entre 1 de janeiro de 2018 e 31 de maio de 2020.
  • Valores atípicos: Para evitar oscilações nos índices decorrentes de eventuais entradas ou saídas de empregadores de grande porte na base de dados, observações associadas a empresas que se enquadram nesses critérios foram desconsideradas nos cálculos.
  • Sazonalidade: foram adotados os seguintes procedimentos para mitigar a influência de fatores sazonais: (i) cálculo de média móvel de 7 dias (dados do dia observado e dos 6 dias anteriores a ele), eliminando assim os efeitos dos dias úteis e finais de semana sobre as séries; (ii) identificação e filtragem de fatores sazonais relacionados ao comportamento das séries em dias específicos dentro de cada mês (1º dia, 5º dia, 10º dia...), por conta do calendário de recarga e distribuição temporal do uso dos benefícios nos estabelecimentos no período.
  • Frequência: todos os índices são apresentados com frequência diária para todo o período disponível da amostra, tendo por referência (base 100) a média diária dos respectivos valores em janeiro de 2018.

 

Sobre a Fipe

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Fipe é uma organização de direito privado, sem fins lucrativos, criada em 1973. Entre seus objetivos está o apoio ao Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Possui, hoje, destacada atuação nas áreas de ensino, projetos, pesquisa e desenvolvimento de indicadores econômicos e financeiros.

 

Sobre a Alelo

A Alelo é uma bandeira especializada em benefícios, gestão de despesas corporativas e incentivos, atuando nos segmentos de alimentação, cultura, transporte e saúde. Com mais de quinze anos de história, é, desde 2013, líder no setor de benefícios pelo Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), da Secretária do Trabalho no Ministério da Economia. A Alelo conta com a confiança de 100 mil empresas-clientes, 8 milhões de usuários e com a maior rede de estabelecimentos comerciais afiliados do Brasil. Entre os produtos e serviços oferecidos, estão Alelo Refeição, Alelo Alimentação, Alelo Natal, Alelo Multibenefícios, Alelo Mobilidade, Alelo Auto, Alelo Gestão de VT, Alelo Cultura e cartões pré-pagos Alelo Despesas, Alelo Pagamentos e Alelo Premiação e Veloe.

 

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