Consumo em restaurantes recua em dezembro e encerra ano 28,1%
abaixo de 2019, aponta Índice Fipe e Alelo

 

Os supermercados também não superaram os resultados do ano anterior registrando queda de 2,7% no valor total gasto

 

 

São Paulo, janeiro de 2021 - A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios, incentivos e gestão de despesas corporativas, divulga dados atualizados sobre os impactos da Covid-19 com os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) e os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR), com base em transações diárias realizadas, em dezembro, a partir da utilização dos cartões Alelo Alimentação e Alelo Refeição, em todo território nacional.

 

De acordo com os últimos resultados nacionais é possível notar que o consumo em restaurantes encerrou o período com queda de 28,1% no valor total gasto, acompanhado por uma retração de 45,7% no volume de transações realizadas (em comparação a dezembro de 2019). Somado a isso, o número de estabelecimentos comerciais que efetivaram transações também foi inferior ao registrado no mesmo mês de 2019 (-9,9%).

 

“A recuperação da atividade econômica do segmento, que evoluiu de -48,5% (abril) para -24,0% (novembro), variações calculadas em relação aos respectivos meses de 2019, foi interrompida em dezembro. Alguns fatores que podem explicar esse resultado são: a segunda onda da pandemia e o retorno de algumas medidas restritivas, que afetaram o número de estabelecimentos abertos em dias que usualmente apresentam consumo elevado, principalmente com as festas de fim de ano”, afirma Cesário Nakamura, presidente da Alelo.

 

Em relação ao consumo em supermercados, os dados de dezembro, quando comparados ao mesmo período do ano passado, indicam que o segmento encerrou o período com queda de 2,7% no valor total gasto, ao passo que o volume de transações foi 18,7% inferior. Além disso, as informações destacam que o número de estabelecimentos que efetivaram transações encerrou o mês 11,6% abaixo do patamar registrado em dezembro de 2019.

 

Segundo os pesquisadores da Fipe, a análise dos últimos resultados relacionados ao segmento de supermercados evidencia que o consumo observado nesse mês, mesmo impulsionado pelos eventos e festas do período, não foi capaz de recuperar o nível pré-pandemia de 2019.

 

Vale destacar que, os Índices de Consumo em Supermercados (ICS) acompanham as transações realizadas em estabelecimentos como supermercados, quitandas, mercearias, hortifrútis, sacolões, entre outros; e os Índices de Consumo em Restaurantes (ICR) apontam a evolução do consumo de refeições prontas em estabelecimentos como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, além de serviços de entrega (delivery) e retirada em balcão/para viagem (pick-up).

 

 

Dados regionais

 

Os resultados regionais revelam que os efeitos da pandemia continuam se distribuindo de forma heterogênea sobre as unidades federativas, refletindo a descentralização e as diferenças temporais entre os processos de fechamento e abertura das economias locais, incluindo a imposição de medidas restritivas para contenção do contágio durante o período de festas de fim de ano.

 

Adotando como parâmetro para análise de impacto o valor gasto em restaurantes, é possível evidenciar que as regiões mais impactadas em dezembro foram a Sudeste (-28,3%), Sul (-28,2%) e Centro Oeste (-28,2%), contrastando com os resultados nas regiões Norte (-21,7%) e Nordeste (-25,5%).

 

Individualmente, as unidades federativas que registraram os maiores impactos foram: Piauí* (-39,8%), Rio de Janeiro (-35,7%), Distrito Federal (-33,2%), Paraná (-31,6%) e Bahia (-30,6%), contrapondo-se àquelas que apresentaram crescimento ou menor redução no consumo: Rondônia* (+3,7%), Acre* (+3,4%), Maranhão (-10,4%), Roraima* (-11,7%) e Alagoas* (-12,1%). No que diz respeito ao consumo em outras unidades federativas, vale mencionar os resultados de dezembro em: São Paulo (-26,4%), Minas Gerais (-30,0%), Rio Grande do Sul (-29,9%), Santa Catarina (-21,8%) e Pernambuco (-24,6%).

 

 

Metodologia dos índices

 

Todos os índices foram elaborados e depurados com base em critérios estatísticos para garantir a consistência e a interpretação dos resultados ao longo do tempo:

 

  • Amostra: todos os índices são calculados a partir de dados diários de transações realizadas em estabelecimentos comerciais distribuídos por todo o território nacional, entre 1 de janeiro de 2018 e 31 de dezembro de 2020.
  • Valores atípicos: para evitar oscilações nos índices decorrentes de eventuais entradas ou saídas de empregadores de grande porte na base de dados, observações associadas a empresas que se enquadram nesses critérios foram desconsideradas nos cálculos.
  • Sazonalidade: foram adotados os seguintes procedimentos para mitigar a influência de fatores sazonais: (i) cálculo de média móvel de 7 dias (dados do dia observado e dos 6 dias anteriores a ele), eliminando assim os efeitos dos dias úteis e finais de semana sobre as séries; (ii) identificação e filtragem de fatores sazonais relacionados ao comportamento das séries em dias específicos dentro de cada mês (1º dia, 5º dia, 10º dia...), por conta do calendário de recarga e distribuição temporal do uso dos benefícios nos estabelecimentos no período.
  • Inflação: os dados relativos ao consumo em valor foram deflacionados com base na variação mensal do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado e divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  • Influência de outros fatores: os impactos apresentados não excluem a influência de fatores, eventos e políticas coincidentes com a pandemia sobre o comportamento e hábitos de consumo da população ao longo do período de análise. Todavia, levando-se em conta o caráter inesperado das medidas restritivas instituídas a partir de março, na maior parte das grandes cidades, bem como o padrão comportamental dos índices nos anos precedentes, é possível relacionar as variações atípicas observadas no comportamento das séries à pandemia da Covid-19.
  • Frequência: todos os índices são apresentados com frequência diária para todo o período disponível da amostra, tendo por referência inicial (base 100) a média diária em janeiro de 2018. Os impactos calculados estão disponíveis para todos os dias, quinzenas e meses de 2020.
  • Recorte geográfico: os impactos – apresentados como percentuais de variação dos índices em relação à média observada em 2019 – consideram os seguintes recortes: (i) média nacional (Brasil); (ii) Médias das 5 regiões (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste); (iii) Média dos 26 estados e Distrito Federal (27 unidades federativas).

 

Sobre a Fipe

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Fipe é uma organização de direito privado, sem fins lucrativos, criada em 1973. Entre seus objetivos está o apoio ao Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Possui, hoje, destacada atuação nas áreas de ensino, projetos, pesquisa e desenvolvimento de indicadores econômicos e financeiros.

 

Sobre a Alelo

A Alelo é uma empresa especializada em benefícios, gestão de despesas corporativas e incentivos, atuando nos segmentos de alimentação, cultura, transporte e saúde. Com mais de quinze anos de história, é, desde 2013, líder no setor de benefícios pelo Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), da Secretária do Trabalho no Ministério da Economia. A Alelo conta com a confiança de 100 mil empresas-clientes, 8 milhões de usuários e com a maior rede de estabelecimentos comerciais afiliados do Brasil. Entre os produtos e serviços oferecidos, estão Alelo Refeição, Alelo Alimentação, Alelo Natal, Alelo Multibenefícios, Alelo Mobilidade, Alelo Auto, Alelo Gestão de VT, Alelo Cultura e cartões pré-pagos Alelo Despesas, Alelo Pagamentos e Alelo Premiação e Veloe.

 

 

Contatos à imprensa Alelo

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